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Alcione, a “Marrom”, é a mais nova cidadã de Salvador

Durante entrega do título, sambista destacou a forte ligação que sempre teve com a Bahia.

29 de abril - 2014 às 08h25
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Fotos: Valdemiro Lopes / ASCOM CMS

O reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por uma das maiores sambistas do Brasil, Alcione Dias Nazareth, a “Marrom”, e a identificação da cantora com a Bahia foram coroados na noite desta segunda-feira (28) com a entrega do Título de Cidadã da Cidade Soteropolitana à artista nascida no São Luiz do Maranhão. Fãs, artistas e simpatizantes marcaram presença na solenidade realizada no Plenário Cosme de Farias. “Comecei a minha carreira pela Bahia. Cheguei aqui e me identifiquei tanto com essa terra que achavam que eu era baiana. Agora podem achar, viu? Não tem jeito. Oficialmente, sou uma cidadã soteropolitana. Só a Bahia para fazer uma homenagem como essa. Foi uma maiores homenagens que já recebi. O meu coração está muito honrado e massageado com esse Título”, declarou, emocionada, Alcione após receber a honraria.

Após as palavras, Marrom utilizou a música para expressar a gratidão pela homenagem recebida. Primeiro, cantou. Depois, utilizou o trompete e emocionou os presentes no plenário. O vereador Pedrinho Pepê, propositor da cidadania soteropolitana à artista, demonstrou orgulho pela iniciativa de conceder o Título a Alcione. “A homenagem permite a Câmara exaltar uma história de grandeza humana e cidadania, com o resumo de uma biografia enriquecida com passagens exemplares. Uma vida que revela uma mulher determinada, destemida, amada e idolatrada. Uma vida de consagração absoluta. A homenagem aprovada pelos nossos vereadores, também, contribui para que se dê um registro histórico nesta Casa às suas ações, iniciativas e conquistas significantes”, afirmou Pepê.

Artistas baianos também prestigiaram a festa da Marrom. Os cantores e compositores Edil Pacheco, Galdo do Beco e Walmir Lima fizeram parte da mesa. O vereador Alfredo Mangueira (PMDB), o juiz do Tribunal de Justiça, Ivanilton Silva; a irmã da homenageada, Helena Dias Nazareth; o médico-cirurgião George Trindade; e a escritora Gessy Gessy também estiveram à frente da solenidade.


Trajetória

Alcione deu um passo decisivo em sua vida com a mudança para o Rio de Janeiro em 1968. Na capital fluminense, trabalhou inicialmente na cantina do Ministério da Fazenda. Em seguida, foi balconista de uma loja de discos, durante o dia, passando a cantar na noite e boates de Copacabana. Tudo começou a mudar na vida da sambista com a participação no Programa “A Grande Chance”, de Flávio Cavalcanti. Assinou o primeiro contrato profissional com a TV Excelsior e realizou turnê pela América Latina.

Os sucessos “O sonho acabou” e “Não deixe o samba morrer” ajudaram a alavancar ainda mais a carreira da cantora. Nesse processo, Alcione buscou parcerias com compositores baianos como Vevé Calazans, Valmir Lima, Maria Betânia entre outros. Nos anos 80, Marrom participou de excursões na Alemanha, Angola, México e Japão. Ao voltar ao Brasil, conheceu os grandes compositores de escola de samba do Rio. Já consagrada, cantou para o Papa João Paulo II em visita ao Brasil em 91.

A conquista do Grammy latino na categoria de “melhor álbum de samba” também é uma passagem destacada da carreira de Marrom. Em 2011, comemorou 40 anos de carreia e continua a ser uma das artistas do samba mais respeitadas do país. 

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