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Aventura da PlayKids: criar games seguros para crianças

Empresa de conteúdo infantil, parte da gigante de tecnologia Movile, vê potencial no entretenimento educativo e protegido de crimes.

29 de julho - 2019 às 10h34
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Divulgação

Por Mariana Fonseca / Exame 

A empresa brasileira de conteúdo infantil PlayKids foi fundada há seis anos e atende cinco milhões de usuários em 187 países. Para continuar crescendo, porém, precisa apostar nas novas preferências de seus pequenos usuários sem perder o que a trouxe até aqui: a preocupação com o conteúdo disponibilizado.

A aposta da empresa para isso é em novo tipo de jogo. A estratégia consiste em uma mistura do jogo Minecraft, que pertence à Microsoft e tem quase 100 milhões de usuários mensais, a recursos que desenvolvem soft skills, como tomada de iniciativa e colaboração em equipe. Como a empresa é voltada ao público infantil, a segurança e bem-estar precisam de atenção especial. Por isso, recursos de proteção são indispensáveis em conversas entre crianças e maiores de idade. A PlayKids equilibrou todas essas facetas ao inaugurar uma área para criar jogos de celular atrativos, proveitosos e seguros. Seu primeiro invento, o game para celular Crafty Lands, já tem dois milhões de downloads. 

“Não queremos limitar nossa empresa a apenas uma missão. Podemos combinar diversão com a educação de conceitos que as escolas não exploram, como a transformação positiva pelo desenvolvimento de habilidades socioemocionais”, afirma Guilherme Martins, presidente da PlayKids.

Fábrica de jogos 

A PlayKids começou a apostar em jogos há cerca de um ano, com um game chamado Voxel — hoje substituído pelo Crafty Lands. Ambos foram desenvolvidos a partir de partes do Minecraft abertas a programadores. O começo da transição de Voxel para Crafty Lands se deu em outubro de 2018, quando a PlayKids realizou uma pesquisa com funcionários e ouviu que a empresa precisava criar novos projetos de inovação. A percepção se transformou em contratações do mercado de games e um projeto estruturado de desenvolvimento de jogos dentro da PlayKids, que levaria ao lançamento do Crafty Lands há três meses. 

O Crafty Lands é familiar para quem já jogou Minecraft, mas há diferenças notáveis. O Crafty Lands não possui servidores online, barrando interação com outros jogadores. A PlayKids criou um mecanismo de construção e destruição mais simples, voltados a jogadores de menor idade. Por fim, zumbis e animais agressivos foram eliminados. Há bichinhos de estimação que seguem o jogador, assim como no Minecraft — uma forma de as crianças se sentirem menos solitárias em um ambiente offline. No futuro, assim como no Minecraft, o Crafty Lands permitirá que os usuários montem seus mapas. Eles serão votados e os melhores cenários serão adicionados de forma oficial ao game. “Acreditamos que essa é uma solução anônima para que a criança aumente sua autoestima”, afirma Martins.
 

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