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Bandidos explodem Banco do Brasil e espalham pânico em Irecê

Cidade foi tomada pelos assaltantes; população segue refém do medo. Assista vídeo!

20 de março - 2017 às 10h49

Uma quadrilha fortemente armada explodiu a agência do Banco do Brasil (BB), localizada na Praça Mário Dourado Sobrinho, em Irecê, na madrugada desta segunda (20). De acordo com Relatório de Inteligência da Polícia Civil, conseguido pela reportagem do Sertão Baiano, o grupo era formado por cerca de 30 indivíduos, que sitiaram a cidade e efetuaram centenas de disparos, inclusive nas imediações do Quartel da PM e da Delegacia. Em diversos pontos do Centro do município foram recolhidas cápsulas de munição calibres 7,62mm, 5,56mm e ponto 50 - essa última usada em metralhadoras com capacidade de destruir carros blindados. 

Testemunhas disseram que houve, pelo menos, quatro grandes explosões na parte de trás da agência bancária, que fica bem próxima a um centro comercial e a residências. Apesar da violência dos impactos, o grupo não conseguiu ter acesso ao cofre central do banco. Durante a investida criminosa, houve troca de tiros com uma guarnição da CIPE-Semiárido: um bandido foi ferido e deixou um rastro de sangue. Ainda segundo o Relatório de Inteligência, uma hora após o início do ataque, os criminosos fugiram e levaram um segurança da agência como refém sobre o capô de uma Amarok. 

PÂNICO E TRAUMA

O refém foi liberado numa estrada vicinal de Lapão, cidade que faz fronteira com Irecê. Eles também usaram outros três veículos: uma SW4 branca, uma Hilux prata e uma S-10 prata. Para dificultar a contraofensiva da Polícia, o bando espalhou vários “miguelitos” na BA-052 e na BA-432. Nenhuma quantia em dinheiro foi roubada. Guarnições do 7º Batalhão da PM, da CIPE-Chapada, CIPE-Semiárido e RONDESP/Chapada seguem em diligências. 

Além de estampar a fragilidade do sistema de Segurança Pública, o ataque ao BB trará sérios transtornos à economia local, uma vez que a agência suspendeu as atividades por tempo indeterminado. Agências de cidades vizinhas, a exemplo de Ibititá e João Dourado, estão desativadas em função de ataques semelhantes. Por conta disso, o Banco do Brasil de Irecê funcionava como unidade central de onde eram distribuídos valores para toda Região.  

A área do banco foi isolada e aguarda-se a perícia para avaliação do risco de desabamento. As explosões e os disparos também provocaram sérios danos na estrutura de casas e estabelecimentos da vizinhança. Após o pânico da madrugada de terror, a “cidade” amanheceu traumatizada: a população segue refém do medo. 

 

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