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Carol Dieckmann é capa da VIP

No auge da boa forma, atriz fez fotos com as quais você vai sonhar o ano todo. Leia entrevista e confira fotos!

08 de setembro - 2015 às 11h41
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Redação VIP

Fui embora naquela tarde de quinta-feira da redação da VIP sob protestos movidos pela mais pura e indisfarçável inveja. Tudo porque eu receberia Carolina Dieckmann em minha casa. Ou quase: por causa da agenda atribulada da atriz, que está na novela Joia Rara e tem mil compromissos profissionais, a melhor forma que encontramos de fazer esta entrevista foi via Skype. Às 18h05, eis que ela surge, cabelos molhados, nada de maquiagem, uma blusa jeans com os três botões de cima desabotoados, na tela de meu computador. Só consigo pensar: caramba, que mulher linda. (E, desta vez, quem fica com inveja sou eu.)

Foi uma espera e tanto para voltarmos a ter uma das mulheres mais belas da TV brasileira – quiçá da TV mundial – em nossa capa. A primeira e última vez de Carol na VIP foi em 2001. Lá se vão quase 13 anos. Tempo em que ela se separou do ator Marcos Frota, casou-se de novo com o atual vice-presidente da MTV Tiago Worcman, teve mais um filho, viveu 11 personagens em dez novelas e filmou quatro vezes para o cinema (dois desses filmes estreiam este ano). Nesse processo, viu aquela garota de ar adolescente dar lugar a uma mulher de verdade. E, benza Deus, que mulher.

Por que você demorou tanto para aparecer por aqui de novo?

Hummm… Não sei. Eu fiz VIP quando fiquei careca [para sua personagem na novela Laços de Família, que tinha leucemia] e depois nunca mais, né? Caramba. Acho que não casou o convite num momento legal, em que eu estava a fim de fazer. Para fazer foto sensual tem que estar a fim, não é qualquer capa.

Passaram-se 13 anos e você consegue estar ainda mais bonita…

Acho que naquela época eu era bem mais imatura. Foi um momento especial porque foi ali que comecei a me achar bonita. Antes me achava um pouco en­­­joa­­da, aquela coisa loura de olho azul… Quando raspei a cabeça, comecei a me olhar com outros olhos. Foi um momento de descoberta de eu ser mulher mesmo, de começar a me conhecer. Hoje tenho uma maturidade que não tinha, tenho noção da mulher que me tornei, mais completa. Me gosto muito mais hoje. Muito mais.

É até inaceitável que você tenha dois filhos e esteja com esse corpo.

Não tenho feito muita coisa. O auge do lucro é quando consigo fazer dois treinos por semana. Nunca gostei de academia, música alta. Por isso estou fazendo treinos na praia. Gosto de estar na natureza, sentir o vento, entre um circuito e outro dar um mergulho no mar. Mas não acho que meu corpo seja uma coisa só. É minha genética, meu histórico, todo exercício que fiz na vida, um pouco do que faço agora, do que como. É muito bom a gente se achar bonita e se sentir bem. Estou superfeliz, numa fase sem neuras.
 


Não é como toda mulher que acha que tem que perder 2 quilinhos?

Faz parte de ser mulher achar que pode estar sempre melhor. Mas isso não me tira a paz. Me sinto abençoada de ter 35 anos, dois filhos e, depois de ter engordado 30 quilos na minha segunda gestação, voltar a me sentir feliz no meu corpo.

E você continua praticando muay thai, né? Gosta de dar porrada?

É muito legal dar porrada. É uma porrada do bem. Um soco de coisas que você joga e desestressa. É muito libertador. E tinha parado com o muay thai porque não gostei muito do meu corpo. Foi legal na época, para minha personagem ficar gostosona, grandona, com músculos [para a novela Fina Estampa]. Mas não gosto de me ver tão musculosa. Prefiro menos coxa, menos bunda, menos tudo. Mas, como adoro muay thai, pensei que tudo bem se eu não ficar tão fininha.

Seu marido concorda?

Tiago é homem, né? Como todos os homens, adora um bumbum marcado. Quando es­­­­­tou magra do jeito que gosto, ele acha que estou magra demais. A gente quer ver costela aparecendo, homem não. Eles gostam com mais carne.

Por falar nele, você mora no Rio, e o Tiago em São Paulo. Muita gente diz que o segredo do sucesso de um casamento é ter casas separadas. Você concorda?

Não acho que seja segredo do sucesso, não. Às vezes fico chateada de não ter meu marido em casa. E às vezes acho bom também poder ficar do jeito que eu quiser, comer o que quiser, sem dar satisfação nenhuma sobre minhas vontades. E tem outras coisas boas: ele agora tem uma casa em São Paulo, onde não tem interferência de criança, de empregada, de nada. Temos gostado de ficar em casa assim. Dá mais para ficarmos juntos, namorar.

Que qualidades são indispensáveis num homem?

Acho sexy senso de humor, saber rir de si mesmo e achar graça das pequenas coisas do dia a dia. E o Tiago é irônico. Também acho que isso é coisa de homem sexy.

Você sempre foi mulher de relacionamentos sérios e longos. Nunca teve vontade de despirocar?

Nunca despiroquei e não sinto falta. Teve até uma época em que questionei o fato de não ter tido adolescência. Minhas amigas iam para a night, bebiam, e eu passava a noite decorando texto. Quando fiz 30 anos, fazia Três Irmãs, e a turma da novela saía muito. Foi quando bebi minha primeira cerveja, num boteco perto do Projac. Bebia cerveja, dançava forró e passava a noite assim. E pensava: caramba, ser adolescente deve ser isso, você se soltar, estar com um grupo legal, trocar coisas. O Tiago foi incrível porque em nenhum momento brecou, achou ruim ou pensou que eu estava pegando alguém. Era uma coisa de quem me conhece da vida toda e sentiu que eu estava precisando experimentar algo.
 


Você é do tipo impulsiva ou pensa muito antes de fazer as coisas?

Sou bem racional porque escolhi muito a vi­­­­­­­da que tenho, casar cedo, ser mãe cedo. Gosto de ter responsabilidade, de ter horários, comprometimento.

Tem o temperamento forte?

Tenho. Sou muito intensa. Quando gosto, gosto mesmo. Quando quero, é de verdade. E essa intensidade somada a uma opinião parece que é uma coisa muito forte. Mas eu mudo muito de opinião, sei ser maleável. Não deixo meu temperamen­­­­­­­­to forte virar um defeito, cuido disso. E odeio gente sonsa. Não gosto dessa coisa de sorrir sem estar feliz.

O episódio de ter as fotos sensuais que você tinha em seu computador roubadas mudou algo em sua vida pessoal?

Não mudou nada. Tentei aos poucos ir eliminando os traumas, porque você fica com medo. Achava que ao ligar meu celular já estava dando margem para alguém fazer alguma coisa, ficava pensando de que maneira poderia me proteger. Mas aos poucos fiz questão de tirar trauma por trauma.

Você continua fazendo fotos suas, né?

Houve uma interrupção após o roubo. Mas depois veio essa mudança do Tiago para São Paulo. Na primeira vez fiquei meio assim, mas pensei que não ia deixar isso ser uma coisa ruim. Quando quero fazer, vou lá, faço e pronto.

Você fala abertamente sobre seus desejos?

Sou muito assim. Não é porque tenho facilidade com certos assuntos. Mas é que eu não tenho medo de lidar com eles, de errar, mesmo se eu for mal interpretada. Não quero virar uma pessoa que tem problemas e tabus para falar de determinados assuntos.

Então, se você tem uma fantasia, você não passa vontade?

Não sou uma mulher de vontades excêntricas. Sou mais, digamos, comum. Mas, se eu quiser alguma coisa, certamente vou falar.

O que é ser comum na cama?

Não sei até que ponto as pessoas falam a verdade, mas não tenho desejos loucos, como essas coisas de sado, de roupa de stripper, de fazer sexo na frente de não sei quem. O lugar que mais transo com meu marido é na minha casa e, agora, na casa dele. As pessoas falam que adoram transar no banheiro do avião. Se eu tivesse vontade, chamaria meu marido. Mas deve ser apertado, incômodo.

Quer dizer que você não é de fetiches?

Não sou muito, não. Tenho fetiche por casamento. Fazer com a mesma pessoa muitas vezes. A intimidade e a maneira como você consegue entender o outro vai deixando o sexo cada vez mais gostoso, libertador. São opções. Tem gen­­­­­te que gosta de diferença. Eu gosto de intimidade, o que apimenta é quando estamos totalmente à vontade. Acho extremamente sexy. Estar sexy é estar à vontade. E isso fala muito a meu respeito em vários sentidos.

Como assim?

Estar sexy para mim não significa estar com roupa apertada, em cima de um salto. Gosto muito de calcinha de algodão, de motivo infantil. E o Tiago gosta também, acha megasexy. Tem gente que gosta de calcinha de renda, de calcinha enfiada na bunda. Eu gosto de calcinha grande, de algodão.


Nossa colunista de sexo escreve nesta edição sobre uma recente pesquisa a respeito dos arrependimentos no histórico sexual das pessoas. Para as mulheres, é não ter perdido a virgindade com a pessoa certa e ter traído. Você concorda?


Eu entendo. Perdi a virgindade com a pessoa certa, era o amor da minha juventude, então não tive isso de arrependimento. E mulher é mais culpada mesmo. Trair para ela é mais difícil. A mulher entra num relacionamento mais inteira. Homem consegue separar: a mulher gostosa, a mulher que tenho em casa. Mulher não consegue. Trair uma pessoa que você gosta é um sofrimento mesmo. O homem talvez nem elabore tanto isso.

Para os homens, um dos arrependimentos é precisar de mais aventuras na vida sexual. Você acha importante ousar nas transas?

Nossa, isso é megaesquisito. Por que é um arrependimento se você pode começar a ser aventureiro quando quiser? Não ter perdido a virgindade com um cara que amava é, de fato, um arrependimento, não dá para voltar atrás. Mas o cara se arrepende de não ter aventuras? Vai lá, corre atrás. Dá tempo.

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