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Demissão coletiva: Médicos do principal hospital de Feira entregam cargos

Profissionais cobram mudança do regime de trabalho e apontam problemas, como falta de equipamentos e materiais essenciais à atividade médica.

03 de abril - 2014 às 10h28
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Foto: Central de Polícia FSA

Médicos cirurgiões e ortopedistas do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, entregaram os cargos, nesta quarta-feira (02), em protesto contra o que chamam de “descumprimento de contrato de trabalho pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab)”. Ao todo, 35 profissionais atendem na unidade de Saúde mais importante de Feira, sendo que 8 deles são concursados. O HGCA realiza, em média, 347 cirurgias eletivas e 310 de emergência. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA), a demissão coletiva foi motivada porque os médicos defendem que o regime de trabalho seja a CLT e, não, através de contrato de Pessoa Jurídica. A categoria alega que as negociações com a Sesab não surtiram efeito, apesar do envolvimento do Ministério Público (MP-BA) e Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). Além do regime de trabalho, outras reivindicações também entraram na pauta. Confira:

A adequação estrutural mínima para liberação de Alvará de Funcionamento, emitido pela Vigilância Sanitária;

Reforma imediata das instalações de Estar Médico;

Contratação de profissionais de saúde para viabilizar o funcionamento pleno do Centro Cirúrgico 24h por dia – 04 enfermeiros e 12 técnicos em enfermagem;

Abertura imediata do CRPA (setor de pós-cirúrgico) com contratação de 05 enfermeiros e 08 técnicos em enfermagem;

Funcionamento pleno do serviço de Radiologia, com médico radiologista de plantão e realização 24h de Ultrassonografia e Tomografia de Abdômen com emissão de laudo;

Aquisição de aparelhos e instrumental para cirurgia Videolaparoscópica;

Aquisição de Material para funcionamento pleno do serviço de Urologia (Cistoscópio; Ressectoscópio);

Implementação do Serviço de Endoscopia Digestiva com possibilidade terapêutica;

Contratação de técnicos de enfermagem para garantir assistência aos pacientes nas enfermarias;

Aquisição de caixas de instrumental cirúrgico para evitar postergar cirurgias por indisponibilidade de material esterilizado;

Garantir funcionamento em tempo integral das Cirurgias ortopédicas, disponibilizando técnico em radiologia para radioscopia em centro cirúrgico e material para cirurgia ortopédica;

Ampliação de leitos de enfermaria Cirúrgica;

Garantia que não mais ocorrerá a falta constante de medicamentos e materiais médicos essenciais, como antibióticos, fitas de glicemia, anti-hipertensivos, enoxaparina, material de curativo, água para injeção, etc.

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