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Empresa de Irecê é destaque em geração de energia solar

Sistema não poluente ganha cada vez mais adesão nas fazendas que chegam a economizar 60% na conta de energia.

17 de julho - 2019 às 09h13
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Divulgação

Por Georgina Maynart / Correio*

O mesmo sol que seca a terra, nunca gerou tanta energia na zona rural da Bahia como agora. Empresas que trabalham com a implantação já começam a se especializar em fazendas e chegam a registrar um crescimento de 1.000% ao ano.  É o caso da Iresol Energia Solar. De acordo com diretor comercial Belarmino de Castro Dourado, no ano de implantação do negócio eram instalados de 2 a 4 kits por mês. Atualmente são até 30 sistemas básicos de auto geração por mês. 

“O setor agrícola está despertando para o sol, que é o grande parceiro do homem do campo. Em muitos casos a energia elétrica chega a representar até 30% do custo de produção. Com energia solar ele pode até zerar a conta”, destaca Belarmino. A empresa fica em Irecê, onde o alto índice de radiação solar também tem incentivado a adesão ao sistema fotovoltaico na região de Irecê, área que chega a registrar cerca de 11 horas de sol intenso por dia, na maior parte do ano.

Um kit básico de energia solar, com seis painéis, tubulações, conexões e bomba de captação, custa atualmente cerca de 15 mil reais e tem vida útil de 25 anos. Esta é a estrutura básica suficiente para captar água de um poço artesiano. “Este investimento permite retorno em até 2 anos, com a tarifa que se tem hoje. Depois de um estudo de viabilidade, se pode abater da conta entre 360 a 1.200 quilowatts. E se o agricultor troca pelo diesel, que é um combustível poluente, ainda beneficia o meio ambiente”, completa.

Sustentabilidade 

Na Fazenda Lagoinha, no município de João Dourado, no centro norte da Bahia, são os 24 painéis solares que mantem as três bombas de captação de água funcionando. O sistema permite a retirada de água do poço e o abastecimento dos reservatórios, usados para irrigar as plantações de cebola e milho. O produtor rural Paulo Dourado implantou o sistema em 2017. De lá para cá, ele desliga a energia elétrica durante o dia e usa apenas o sistema solar. Com o sistema já deixou de gastar mais de 60 mil reais com a conta de luz. A economia chega a 60%. “É um excelente investimento, o sistema se paga em dois anos. Antes a conta de energia elétrica chegava a cerca de 5 mil reais por mês, depois caiu para 2 mil reais. E nós já estamos pensando em expandir para outra área, para dar água ao gado”, afirma o agricultor. A energia excedente é transformada em créditos que podem ser usados em até 5 anos. 

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Potencial 

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) existem no Brasil cerca de 71.700 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede. Atualmente mais de 80 mil consumidores recebem créditos de energia elétrica via geração local, condominial, compartilhada ou através de autoconsumo remoto.  A energia solar já é a sétima matriz energética brasileira com 1,2% do mercado. A energia gerada por hidroelétricas representa 60,8%  e a éolica tem 8,6%. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaíca (Absolar) até 2022, devem ser investidos cerca de R$ 21,3 bilhões no segmento. Muitos destes investimentos devem ser feitos na Região Nordeste, onde o sistema solar também vem se popularizado em alguns estados.

Empresas de grande porte que possuem contas altas de energia elétrica, como redes de farmácias e laboratórios já estão implantando o sistema do uso desta energia. Foi assim que a multinacional austríaca Fronius, fabricante de sistemas fotovoltaicos, que atua em todos os estados do Nordeste, registrou crescimento de quase 300% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. “A energia limpa veio para ficar. Estamos muito focados no Norte e Nordeste com ações estratégicas para esta região”, afirma Alexandre Borin, gerente da Unidade de Negócio de Energia Fotovoltaica da empresa.

A empresa está de olho agora na zona rural e quer oferecer os serviços para fazendas, frigoríficos, usinas de açúcar e álcool. “A energia fotovoltaíca pode ser aplicada no agronegócio. Há uma infinidade de segmentos que podem usufruir destes benefícios. Na verdade, todos os setores sem exceção, estão em busca de opções renováveis para reduzirem seus custos operacionais”. 


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