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Enem terá detectores de ponto eletrônico na edição 2018

Equipamento será usado para evitar fraudes; teste seus conhecimentos num simulado especial! #BoaSorte #FéEmDeus

04 de outubro - 2017 às 10h19
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Com informações Correio 24h / Foto: Divulgação

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano terá segurança reforçada, com ajuda até de tecnologia de espionagem. É que detectores de ponto eletrônico serão utilizados pela primeira vez nos dois dias de prova. Com eles, será possível identificar mensagens por celular ou ponto eletrônico recebidas e transmitidas via sinal de rede móvel de banda larga, bluetooth e wi-fi. Doze candidatos foram flagrados em 2015 e 2016, usando ponto eletrônico (veja abaixo). O uso dos detectores foi anunciado pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, no último dia 27. Além deles, o Enem 2017 contará com provas personalizadas e aumento no número de detectores de metal.

Batizado de Andre, o equipamento para identificar pontos eletrônicos vai ser usado de forma experimental. Ele é um dispositivo portátil, conectado a uma antena, que apita quando se aproxima de alguém que esteja usando o ponto. Atenção: o novo equipamento de segurança não vai emitir alarme em quem estiver usando aparelho auditivo, que apenas amplifica as ondas sonoras, sem emitir ou receber sinais. O equipamento foi cedido ao Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) pelo grupo Berkana Tecnologia em Segurança. A empresa explica que o sistema americano é amplamente utilizado para espionagem, através de interceptação de escutas e transmissões ilegais.

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“Nós percebemos que essa tecnologia poderia ser utilizada para outros fins, além desses. Lançamos, em maio, o produto para detectar fraudes em concursos públicos”, explicou Vanessa Teixeira, gerente de marketing da Berkana. A adoção do Andre foi recomendação da Polícia Federal. Com a novidade, a localização de aparelhos de transmissão, por menores que sejam, será mais precisa e sem a necessidade de revista dos candidatos. “Um agente pode circular entre as cadeiras e, se houver detecção de sinal de radiofrequência, o aparelho sinaliza, vibrando e emitindo alarme visual e sonoro”, disse Vanessa, da Berkana. Por motivos de segurança, o Inep não informou quantos aparelhos do tipo serão utilizados nem onde: “Estamos trabalhando com a perspectiva de utilizar o equipamento em todos os estados”, afirmou Eunice dos Santos, diretora de Gestão e Planejamento do órgão.

Provas personalizadas

Outra novidade do Enem 2017 será a identificação de cada prova com o nome do aluno, CPF, número da inscrição no exame e os dados do local de realização da prova. Além disso, o cartão de respostas estará relacionado, pela primeira vez, ao caderno de questões recebido por cada aluno. Essa medida é tomada para evitar a famosa “pesca” durante as provas. A partir deste ano, o candidato deve, obrigatoriamente, marcar o gabarito de acordo com a cor do caderno de questões recebido com seu nome - até o ano passado  a identificação da cor do caderno de questões no gabarito era feita pelo próprio estudante.

De acordo com o Inep, o novo modelo de segurança inibe a transmissão do gabarito entre pessoas que recebem provas de cores diferentes. O Enem conta com quatro cores de caderno de respostas: rosa, azul, amarelo e branco ou cinza. Cada aluno recebe, nos dois dias, duas provas com cores diferentes. Todos os cadernos têm as mesmas questões, mas em sequências alteradas.  Segundo Eunice dos Santos, do Inep, essa medida, que vinha sendo elaborada há cinco anos, é segura e passou por vários testes e simulações: “Estamos confiantes de que as cerca de 200 mil salas, onde serão aplicadas as provas, receberão exames identificados com os nomes de todos os alunos ali presentes”.
 


Detectores de metal

Em todos os 13.620 locais de aplicação da prova em todo o Brasil, haverá, no mínimo, dois detectores de metal. Ainda de acordo com Eunice dos Santos, do Inep, nos locais de maior vulnerabilidade, recomendados pela Polícia Federal, o número será ainda maior. Cerca de 29 mil detectores estão à disposição do consórcio aplicador da prova. Na última edição do Enem, o detector de metais foi responsável por 120 eliminações. Será mantida a coleta de dados biométricos, que foi lançada em 2016 e que inibe a falsidade ideológica. No ano passado, sete candidatos foram eliminados por terem se recusado a fornecer esses dados. Quase 7 mil participantes inscritos terão coleta de impressão digital nos dois dias de prova.

O estudante Bruno Vinagre Ribeiro, 20 anos, fará o Enem pela segunda vez e sonha com uma vaga em um curso de Medicina, assim como Maria Carolina Santos de Moraes, 18. Bruno diz que soube das mudanças contra fraudes e as avalia positivamente: “Acho bom, porque muitas pessoas estão se preparando, se dedicando bastante, então, é bom se prevenir contra algumas que querem a vaga de outras formas”. “Não dá para competir com quem está fraudando”, afirma Maria Carolina, que  prestará o exame pela quarta vez. Na Bahia, 490.233 candidatos tiveram suas inscrições confirmadas. No dia 20, o Inep divulgará os locais de prova na página do participante na internet. 
 


Confira o que não levar no dia da prova:

Boné, chapéu, viseira, gorro ou similares;

- Fones de ouvido ou qualquer transmissor, gravador ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens;

- Caneta de material que não seja transparente (lembre que o Inep recomenda o uso de caneta esferográfica de tinta preta e fabricada em material transparente);

- Dispositivos eletrônicos (calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, smartphones, tablets, ipods, pen drives, mp3 ou similares, gravadores, relógios, alarmes);

- Lápis, borracha e lapiseira;

- Óculos escuros, chaves, anotações, livros, impressos e manuais.

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