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Franquias no interior: tenha renda e vida tranquila

Investimento é opção segura e de baixo custo para quem deseja empreender em fugir da agitação da cidade grande.

12 de novembro - 2018 às 09h37
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Correio 24 horas

O setor de franquias cresceu, mesmo durante a crise, e uma das estratégias das marcas franqueadoras nos últimos anos foi a de criar novos modelos, com investimentos menores, voltados para cidades pequenas e médias. O interior do Nordeste é um alvo estratégico para muitas delas. A oportunidade se volta então para quem quer investir com segurança, com produtos testados pelo mercado, longe da correria típica de uma cidade como Salvador. De acordo com o diretor da ABF no Nordeste, Leonardo Lamartine, a Bahia é o estado nordestino que concentra o maior número de franquias instaladas em cidades do interior. “Cerca de 65% dos novos shoppings instalados no Brasil estão no Nordeste e as franquias crescem acima da média nacional na região”, explica, ressaltando que 80% das marcas presentes nas praças de alimentação desses mesmos centros comerciais são de franquias.

Lamartine ressalta que Vitória da Conquista, por exemplo, ocupa o 15º lugar entre os municípios brasileiros com investimentos em franquias, e que Feira de Santana ocupa o 10º lugar no mesmo levantamento. “No interior, as pessoas terminam dando mais valor às marcas que na capital, onde há uma oferta maior de produtos e serviços”, avalia, pontuando que os setores de alimentação, saúde, beleza, hotelaria e turismo têm sido os mais procurados. Para o analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Fabrício Barreto, a busca por franquias possui uma relação direta com a  economia do país, quando muitos que estão fora do mercado e investidores iniciantes buscam negócios mais consolidados para aplicar seus recursos. 

Baixo Custo 

Lamartine ainda afirma que o mercado das franchisings tem se reinventado no sentido de oferecer formatos de baixo investimento (no máximo R$ 90 mil) em cidades menores. “Esse mercado tem alterado a postura de franquias como o MacDonalds que, no princípio, não tinha interesse algum de sair dos grandes centros urbanos”, esclarece. Já Barrreto ressalta que entre as franquias mais procuradas, as de alimentação, merecem destaque. “Os fast foods, com  pizzas, lanches, açaí e sorvetes, estão muito em evidência, seguidos daquelas de serviços, com destaque para a lavagem de veículos e o setor estético, que possuem investimento mais baixo, de até R$ 90 mil”, complementa. O analista salienta, no entanto, que, apesar do cenário animador, o investimento em franquias precisa levar em consideração o dimensionamento do negócio de acordo com a demanda. “Daí a necessidade de analisar bem as propostas porque o projeto precisa ser bom para franqueado e franqueador, além de garantir a satisfação do consumidor”, resume. 
 


Onde ir

O coordenador de estatística da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) Urandi Paiva diz que a economia baiana possui quatro áreas com vocações bem definidas. A primeira é a de Salvador e Região Metropolitana, que se notabiliza pela indústria petroquímica, química e automobilística, além do setor de serviços e turismo. “Essa área detém 45% do PIB estadual, 60% dos empregos e 50% da população da Bahia”, diz. Em seguida estão as cidades do Oeste, com o agronegócio de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. O Norte, com destaque para Juazeiro, tem a produção de  frutas, e o Sul, representado pelos municípios de Eunápolis, Teixeira de Freitas e Mucuri, com a produção de papel e celulose. Além dessas cidades, Urandi  destaca as performances de Vitória da Conquista e Feira de Santana como polos de serviços. Alagoinhas com a indústria de bebidas e Santo Antônio de Jesus, identificada como a capital do Recôncavo. “São municípios com uma população acima de 110 mil habitantes e renda alta”, fala Paiva.

“Essas cidades crescem muito e funcionam como ilhas de excelência, para onde cidades vizinhas se voltam, movimentando a economia com uma massa de capital bem significativa”, explica. Como tendência de futuro, Urandi aponta a produção de energia eólica na Chapada Diamantina e a atividade mineral na região de Caetité. “Por enquanto, essas atividades econômicas ainda são inscipientes, mas num futuro próximo podem se tornar boas áreas de investimento”.

Segurança

Para Lamartine, o outro atrativo para o crescimento do setor diz respeito ao fato de que o índice de mortalidade de uma franquia é de apenas 4,5% comparados aos 85% dos negócios independentes. “Vale salientar que ser franqueado não significa trabalhar menos ou não ter cobrança de metas, ao contrário, franqueado e franqueadores também estabelecem parâmetros rigorosos de sucesso juntos”, finaliza.

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