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Irecê: Cesta do Povo fecha as portas e aflição toma conta dos funcionários

Presidente de associação diz que Rui Costa tem agido com irresponsabilidade e falta de transparência.

31 de julho - 2017 às 16h00

Daniel Pinto

Para surpresa geral da população, nesta segunda-feira (31), a Cesta do Povo de Irecê amanheceu com as portas fechadas. De acordo com o ex-gerente Edvandro Cardoso de Brito, mais conhecido como Vandinho, os 11 funcionários da loja foram informados da decisão apenas na última sexta-feira (28), sem que houvesse qualquer orientação sobre eventuais transferências ou cumprimento de aviso prévio. “Todos foram pegos de surpresa! Ninguém sabe o que vai acontecer... Essa situação só gera insegurança, aflição e desespero para os trabalhadores - pais e mães de família”, salientou Vandinho, que ocupou a gerência da unidade por seis anos e foi afastado do cargo no mês passado. 

Além dos funcionários da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), o fechamento da Cesto do Povo Irecê também afeta outros trabalhadores, uma vez que não se sabe o que vai acontecer com os feirantes que vendem produtos da Agricultura Familiar no estacionamento da loja. Aqui na Região de Irecê, também foram fechadas as unidades de Central e Morro do Chapéu, espalhando ainda mais o temor das demissões em massa. “Em todo o estado já foram mais de 1500 demitidos. Muitos com problemas de saúde adquiridos na empresa. Tem gente sobrevivendo com cesta básica oferecida pela população”, lamenta Francis Tavares, presidente da Associação Baiana de Trabalhadores da Ebal/Cesta do Povo (Abtec). 
 


 

De acordo com levantamento feito pela Abtec, o Governo Rui Costa tem fechado (em média) cinco unidades da Cesta do Povo por semana, são mais de 1000 processos na Justiça Trabalhista e a dívida da Ebal é de aproximadamente R$ 300 milhões. “A tendência é fechar todas as unidades do interior até dezembro... Vai acontecer o mesmo com as 19 lojas que ainda restam em Salvador. Apesar do discurso de privatização, o destino da Ebal será mesmo a liquidação total”, prevê Francis Tavares, para quem o Estado tem agido com “irresponsabilidade e falta de transparência”.  

A Abtec se mobiliza para realizar audiência na Assembleia Legislativa com o objetivo de pressionar os deputados pela elaboração de um projeto de lei que garanta a realocação de servidores concursados para outros órgãos do Governo da Bahia. 

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