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Irecê: Entidades se unem contra violência

Durante reunião na CDL, foram listadas sugestões para diminuir a criminalidade. Ninguém da Prefeitura ou Câmara Municipal apareceu, apesar de convite.

09 de abril - 2014 às 21h40
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Fotos: Sertão Baiano

Daniel Pinto

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Irecê (CDL) promoveu, nesta quarta-feira (9), reunião com entidades da sociedade civil, associações ligadas ao comércio, empresários e autoridades da área da Segurança Pública para discutir e propor formas de combater a violência que assombra a cidade. “É preciso ampliar esse debate e buscar ideias concretas que possam minimizar a situação”, destacou Adalvo Martins Filho, presidente da CDL, que pediu explicações da Polícia Civil para a “baixa resolutividade” das ocorrências registradas. Para ilustrar a situação, Martins Filho citou o caso de uma famosa joalheira de Irecê, que recentemente foi assaltada e ninguém foi preso, apesar das câmeras de segurança terem flagrado a ação dos bandidos.

“Realmente, as imagens nos foram entregues e estamos trabalhando no caso. Estou pessoalmente encarregada desta demanda, mas, por questões de segurança, não posso dar detalhes”, afirmou Lúcia Janssen, coordenadora regional de Polícia Civil.  Também presente, o coronel Joseilton Martins dos Santos, comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, foi pessimista em relação ao aumento do efetivo da corporação, considerado insuficiente para a cidade. Mas, se comprometeu a intensificar as ações de inteligência e a solicitar ao Comando Geral da PM o incremento de horas extras para ampliar o policiamento ostensivo. Após amplo debate - que contou, inclusive, com testemunhos de vítimas de violência - o grupo listou uma série de sugestões para diminuir os índices de criminalidade. Entre elas, destaque para:

Implantação da Guarda Municipal com suporte emergencial do Tiro de Guerra;

Monitoramento eletrônico das principais ruas e avenidas;

Regulamentação do trânsito e criação de mecanismo para identificação de motociclistas;

Cessão de cinco funcionários do município para realização de serviços internos da Polícia Civil, o que é amparado legalmente por convênio com a Secretaria de Segurança Pública e vai aumentar o número de agentes nas ruas;



Repressão e Prevenção

De acordo com o presidente da CDL, anfitrião do encontro, as demandas passarão pelo crivo do Conselho Municipal de Segurança e serão entregues à Prefeitura. Infelizmente, ninguém do Poder Executivo ou da Câmara Municipal se fez presente, apesar do convite. “Não sei porque ninguém compareceu. Com certeza, seria importante... Deve ter sido problema de agenda. Mas, em linhas gerais, todos têm participando desta discussão”, contemporizou Adalvo Martins Filho.

Entretanto, a coordenadora regional de Polícia Civil fez questão de lamentar a ausência de representantes da Secretaria de Ação Social. “Aqui, em Irecê, a maioria dos homicídios acontece por conta do tráfico de drogas. As vítimas se encaixam no perfil de vulnerabilidade social. A repressão é importante. Mas, o núcleo de Assistência Social do município pode contribuir de forma bastante significativa com o trabalho de prevenção”, observou em conversa com a reportagem do Sertão Baiano.

Agora, as entidades discutem os termos de uma manifestação pela paz, que deve ser realizada no próximo dia 3 de maio, durante a 16ª Exposição Agropecuária da Região de Irecê (EXPOAGRI). Também participaram do fórum temático integrantes da subseção da OAB, Tiro de Guerra, Loja Maçônica Luz, Trabalho e Fraternidade, além de comerciantes e populares.

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