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Jaques Wagner vai à Assembleia “apagar incêndio”

Governador “entra em campo” para convencer bancada a votar em seus candidatos para vagas no TCM e TCE.

26 de maio - 2014 às 09h21
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Patrícia França - A Tarde / Foto: SECOM Bahia

Às 18 horas desta segunda-feira, 26, quando encerrar o prazo para inscrição dos candidatos que vão disputar as três vagas de conselheiro nos tribunais de contas do estado e do município, o governador Jaques Wagner (PT) estará de prontidão no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT). É da sala que fica no primeiro andar do prédio da Assembleia, no CAB, que Wagner vai receber, um a um, os deputados da sua base. Vai com a missão de apagar o foco de incêndio que aliados insatisfeitos ameaçam alastrar e, com isso, afastar o risco de não emplacar, na eleição secreta marcada para a quarta-feira, os nomes dos seus indicados: os deputados federais Mário Negromonte (PP), para o TCM, e Zezéu Ribeiro (PT), para o TCE. O outro indicado para o TCE é o deputado João Bonfim (PDT).

Acordos

Negromonte foi designado para o Tribunal de Contas dos Municípios num acordo do governador com o pepista para compensar a retirada do seu nome como vice na chapa ao governo encabeçada por Rui Costa (PT). Amigo de longa data de Wagner, Zezéu abriu mão da secretaria de Planejamento para José Sérgio Gabrielli e, agora, estaria sendo premiado com vaga no Tribunal de Contas do Estado.

O cenário é de incertezas para o governante petista. "A hora de mostrar insatisfação e não criar briga é no voto secreto", lembrou um governista, que preferiu o anonimato. Wagner vai precisar de dois terços do plenário para não ser derrotado, ou seja, 42 votos pela aprovação das suas indicações - quase a totalidade da sua base, atualmente representada por 44 deputados.

Nos bastidores, o que se comenta é que o governador, em ano eleitoral, vai tentar dobrar os insatisfeitos com obras para os municípios e agilizar a liberação de convênios, já que a legislação eleitoral restringe o prazo desses repasses. O líder da maioria, deputado Zé Neto (PT), garante que não há revolta na base. "O governador vai conversar sobre questões corriqueiras do estado, de interesse da Assembleia", minimizou, informando não haver qualquer temor quanto a eleição dos futuros conselheiros.

No discurso a versão é outra e se fala em "revolta" e até "constrangimento". O deputado Pastor Isidório (PSC) acha que os tribunais de contas deveriam ser ocupados por técnicos e não por políticos, para haver isenção. "O conselheiro não fiscaliza as contas? A mulher de Negromonte (Ena Vilma) é prefeita de Glória e o filho é deputado estadual (Mário Júnior.)", assinala o parlamentar.

O deputado Capitão Tadeu (PSB) também disse ser contra a indicação política para cargo público. "Exemplo maior é o STF em que os ministros são indicados pelo presidente da República e alguns deles votaram não pela técnica jurídica, mas pela técnica política momentânea", disse, referindo-se ao caso do mensalão.

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