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Mala de livros em Jaguaquara incentiva o gosto pela leitura

Projeto também estimula o senso de responsabilidade e a formação cidadã. Saiba mais!

15 de abril - 2019 às 11h00
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A Tarde // Divulgação

Com o objetivo de incentivar o ato de ler, o cuidado com os livros e o senso de responsabilidade dos alunos do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Alimento e Recursos Naturais Pio XII, localizado em Jaguaquara, a professora Ilana Cardoso colocou no pátio da unidade uma mala de livros de literatura. O aluno que se interessar por algum exemplar, pode levá-lo com o único compromisso de devolvê-lo tão logo faça a leitura. Não precisa assinar o nome em nenhuma lista, nem tem limite de prazo para a devolução, como explica a idealizadora do projeto, batizado de “Mala Literária”.

Na mala estão disponibilizados livros de autores importantes da Literatura Brasileira, como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Jorge Amado. Além das obras doadas pela professora Ilana, outros volumes foram cedidos pelos próprios estudantes. Sendo uma leitora assídua, a estudante Amanda Carla Reis, 17, 3º ano do Ensino Médio, conta que ficou encantada com o projeto. “Sempre gostei muito de ler e quando soube do 'Mala Literária' fiquei muito feliz e estimulada a contribuir com o incentivo ao hábito de ler entre os colegas. 

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Com este projeto, a gente tem contato com diversas obras clássicas, como Dom Casmurro (Machado de Assis), que foi o primeiro que peguei para reler. Comecei a estimular minhas colegas que não tinham o hábito da leitura e, hoje em dia, elas estão sempre pegando um livro para ler”, conta a aluna, que é vice-líder de classe e membro do colegiado escolar.

O "Mala Literária" têm modificado a rotina da escola, tornando o espaço educativo mais plural e democrático, como testemunha a professora Ilana Cardoso. “A liberdade de pegar os livros do interesse de cada um é o diferencial desse projeto. Ao mesmo tempo que promovemos o incentivo à leitura, estamos incutindo nos estudantes o senso da responsabilidade. Isto porque não há ninguém fiscalizando quem pega emprestado os livros. Simplesmente, o aluno pega e devolve, com a consciência de que os colegas também terão direito de usufruir do exemplar que está na sua mão”, relata a educadora.

 

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