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Metaverso com crianças. Quando devo me preocupar?

Veja como garantir a segurança dos filhos neste novo ambiente virtual.

14 de março - 2022 às 11h26
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Marista LAB

Metaverso é a palavra da vez no mundo da tecnologia. Mas o que é metaverso, por que é importante e que impacto terá na maneira como nossos filhos brincam e socializam online? Os pais precisam estar atentos para garantir que as crianças permaneçam seguras no mundo virtual que se aproxima. Para isso, é necessário se informar sobre esse novo universo. 

O que é metaverso?

A proposta do metaverso é que a realidade virtual (VR) se combine com outras tecnologias para nos permitir interagir totalmente com um ambiente 3D online. Por meio de headsets de realidade virtual e óculos de realidade aumentada (ou qualquer outra tecnologia que venha no futuro), será possível viver em mundos online e interagir socialmente, em tempo real. 

Como garantir a segurança das crianças no metaverso?

Mesmo que o metaverso ainda não tenha chegado, precisamos estar cientes do impacto que isso pode gerar na segurança online de nossos filhos. Ainda não sabemos exatamente a forma que o espaço digital terá no futuro, mas alguns jogos como Fortnite e Roblox, dão uma ideia de como será esse ambiente e as regras de segurança que devem se aplicar nessas interações. Questões de privacidade, credenciais de acesso, login e senha precisam ser trabalhados como item primordial para proteger as crianças. A tecnologia pode ser usada para aumentar as camadas extras de segurança que as plataformas disponibilizam. Os pais ainda precisam estar atentos às informações que os filhos disponibilizam nos ambientes virtuais, seja em redes sociais ou no metaverso.

Quais são os maiores desafios para os pais? 

“O maior desafio está em realmente conviver com algo completamente inimaginável”, ressalta a especialista em tecnologia Fernanda Musardo. Para os pais, imaginar a junção de realidade virtual com realidade aumentada, transformar experiências virtuais em reais e pensar em tudo que envolve esse contexto é algo delicado e desafiador. Afinal, como educar as crianças para algo ainda inexistente e que a maioria dos pais não conhece? Apesar de ser uma questão complexa, o que deve prevalecer é o bom senso para garantir a segurança dos pequenos. Isso quer dizer que crianças e adolescentes precisam sempre ter o acompanhamento dos pais. Além disso, é importante garantir ambientes favoráveis em casa para que a criança se sinta segura para falar sobre os seus conflitos e sentimentos. “Se a família se preocupar um pouco mais sobre isso, estarão juntas em comunhão, aprendendo juntas”, ressalta Fernanda.

Confira como garantir a segurança dos seus filhos no metaverso:

Saiba com quem seu filho está se conectando:

O principal problema com as crianças que usam os espaços digitais agora, e no metaverso, é que elas as colocam em contato com pessoas de todo o mundo, tanto amigos quanto estranhos. E quando estão se conectando com as pessoas dessa maneira, há sempre um perigo. Para dar mais proteção ao seu filho, implemente os mesmos controles que você usaria normalmente, como limitar os recursos de bate-papo, e converse abertamente com seus filhos sobre o que você acha apropriado. 

Aprenda o básico da tecnologia:

Você pode não ser o maior fã de tecnologia, mas se aprofundar um pouco mais no assunto irá ajudar a acompanhar o cenário digital em mudança. Reserve um tempo do dia para ler algumas das tecnologias mais recentes, para que você tenha o conhecimento que precisa para orientar o seu filho de forma mais eficiente.

Monitore o tempo no mundo virtual:

Os pais devem sempre monitorar o tempo gasto no mundo virtual da mesma forma que fariam com qualquer outro tempo de tela. As experiências de realidade virtual podem ser intensas, e a maioria das tecnologias de RV tem um limite de idade mínimo recomendado de 12 anos. Embora não haja nada que sugira que seja ruim para a saúde das crianças, pode causar cansaço e tensão nos olhos, da mesma forma que o uso excessivo de qualquer tela. Não custa lembrar que, além dos efeitos físicos, as experiências de realidade virtual desencadeiam as mesmas emoções que no mundo real, incluindo ansiedade e medo, por isso pode ser uma experiência negativa para usuários mais jovens.

 

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