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Novo laser produzido na Bahia inova no ramo da nanotecnologia

Pesquisa da Univasf com a UFPE. Educação é o único caminho!!!

17 de setembro - 2019 às 10h00
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Fonte: Ascom/Secti

Em um momento no qual o investimento na ciência está cada dia mais escasso, cientistas buscam novas formas para continuar trabalhando no país. É neste cenário que o pesquisador da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) Helinando Pequeno, junto ao seu grupo de pesquisa, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está desenvolvendo um novo tipo de laser flexível que conta com baixo valor de produção e poderá servir à toda área de engenharia, medicina, entre outros. 

O laser, que pode ser utilizado para esterilizar equipamentos e possui diversas outras funções, foi baseado em estudos de nanotecnologia, por meio de uma técnica conhecida como eletrofiação. O cientista explica que a ideia é oferecer um material que seja mais eficiente, mais versátil e mais econômico. “A vantagem principal está no custo da produção, pois a matéria-prima utilizada é mais barata em comparação a que é aplicada por outros laboratórios e ainda permite produzir uma quantidade alta do material”, afirma Helinando.

Em uma linguagem mais técnica, o profissional explica que buscou melhorar o limiar da emissão de laser através de nanoprismas de prata nas fibras. Segundo ele, isso representa um bônus numa estrutura opticamente ativa. “Em trabalhos anteriores, já havíamos produzido dispositivos para armazenamento de energia, à base de materiais flexíveis e de baixo custo, como o algodão e a celulose, até que decidimos nos unir ao grupo de óptica não linear e fotônica da UFPE e passamos a produzir novos sistemas com emissão laser”.

A expectativa é que a comunidade científica possa contar no futuro com um laser ecologicamente viável que retorne para a natureza sem agredir o meio ambiente. De acordo com o pesquisador, o grupo já está aprimorando o sistema para atingir este patamar. O projeto, que também já deu origem a alguns protótipos de laser em casca de ovo, ganhou notoriedade a partir da publicação recente na Scientific Reports, periódico de acesso aberto da Nature, revista científica britânica reconhecida mundialmente dentro do setor.

 

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