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O Réu e o Rei

Em série sobre escritores conquistenses, blog fala de Paulo César de Araújo. Não dá pra não ler!

29 de dezembro - 2015 às 09h57
O-Ru-e-o-Rei

Blog do Brown / Fotos: O Globo e Divulgação

Por Bomfim Brown

Naqueles anos 70, quem pretendia fazer alguma faculdade, obrigatoriamente, tinha que sair de Vitória da Conquista. Quem não tinha muitos recursos ou quase nenhum ia para Salvador, morar na REC (existia desde o início daquela década a Residência do Estudante de Conquista, já citada neste blog); ou para outros lugares, outros estados, onde morasse um parente em condição financeira mediana. Alguns faziam a faculdade de direito em Teófilo Otoni (MG), perto de Conquista, o que não alterava nada em termos de moradia. Havia também Itabuna, mas aí era preciso fazer a mudança. Paulo César de Araújo, de família pobre, com seus 7, 8 anos foi engraxate e fez outros trabalhos antes de ir para São Paulo (a Meca dos nordestinos em busca de emprego naqueles anos de chumbo) e depois para o Rio de Janeiro, onde construiu sólida carreira de historiador e escritor.

Foi em Conquista, aos 7 anos, que ele viria a conhecer musicalmente aquele que nortearia sua vida, para o bem e para o mal. No dia em que ouviu a música “Quero que vá tudo pro inferno”, consagrou Roberto Carlos como seu ídolo. Em todo mês de dezembro, fosse qual fosse a sua situação financeira, comprava o disco do “Rei”. E foi com essa idolatria que depois de se graduar em jornalismo e história, Paulo César tomou pra si a responsabilidade de fazer a biografia do cantor. Foram 15 anos de pesquisa, entrevista de um sem número de gente que fez parte da vida de Roberto Carlos, mas jamais conseguiu ser ouvido pelo seu ídolo para a construção da biografia.

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