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Unesco diz que morte de João Gilberto é perda para patrimônio cultural

Internacionalmente conhecido como pai da Bossa Nova, mestre da música seduziu e influenciou gerações.

08 de julho - 2019 às 10h03
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Jornal GGN // G1 Bahia

A morte de João Gilberto “é uma perda para o patrimônio cultural”, afirmou Abulfas Garayev, presidente do comitê da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em seu discurso, Garayev disse que João Gilberto está “entre as pessoas que tiveram impacto na história da música”.

O embaixador de Portugal António Sampaio da Nóvoa, presente no encontro, disse à RFI que a cultura “ficou mais pobre” e prestou uma homenagem calorosa ao cantor brasileiro. “João Gilberto representa, junto com um conjunto de artistas brasileiros, um momento absolutamente sensacional da música cantada, falada e escrita na língua portuguesa”, declarou o diplomata.

Internacionalmente conhecido como um dos pais da Bossa Nova, um estilo musical único derivado do samba e com influências do jazz, ele deixa músicas que marcaram gerações. “A obra do João Gilberto marcou muito minha geração e será sempre uma referência para todos”, acrescentou o embaixador português.

 

 

Baiano de Juazeiro 

João Gilberto nasceu em 10 de junho de 1931, na cidade de Juazeiro, no norte da Bahia. Ainda na infância morou em Aracaju. Na adolescência, após voltar para a cidade natal, ele deu os primeiros passos na carreira musical, ao ganhar o primeiro violão do pai, quando tinha 14 anos. Aos 16, se mudou para Salvador e deixou os estudos para se dedicar à música. Já adulto, aos 28 anos, João Gilberto apresentou o álbum Chega de saudade (1959), que levou a Bossa Nova para o mundo. João Gilberto chegou a ser considerado, pela revista Rolling Stone, o 2º maior artista brasileiro de todos os tempos, atrás apenas de Tom Jobim. 

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