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Venezuelanos são levados de Roraima para Bahia

Cinco estão em Salvador e outros 25 foram para Alagoinhas, onde serão empregados em uma indústria de bebidas.

25 de outubro - 2018 às 16h28
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Por G1 RR

Mais 30 venezuelanos foram levados de Boa Vista para os municípios de Salvador e Alagoinhas, na Bahia, na manhã desta quinta-feira (25). Esta é a 14º etapa do processo de interiorização que ocorre em uma nova modalidade, a qual sinaliza a possibilidade de empregos aos imigrantes. A aeronave C-99 da Força Aérea Brasileira decolou às 8h (horário local) do Aeroporto Internacional Atlas Brasil Cantanhede. Dos imigrantes, 25 foram levados para Alagoinhas com emprego garantido. Eles vão trabalhar em uma indústria de bebidas. Os outros cinco venezuelanos estão na capital do estado. De acordo com o porta voz da Operação Acolhida, Major Eduardo Milanez, a nova modalidade do processo foi idealizada pelas Forças Armadas e viabilizada pela Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI), responsável pela negociação com a empresa e o apoio social aos imigrantes.

“Para esse tipo de ação nós contamos com a participação do empresariado de fora, para que assim, as unidades de emprego cheguem até a Operação Acolhida, oferecendo as vagas de emprego para que a gente viabilize esse tipo de interiorização”, disse. Jesus Aldemir é um dos beneficiados com a ação. Emocionado, ele disse que está muito feliz em ter conseguido um emprego no Brasil, pois agora poderá ajudar os familiares que ficaram na Venezuela. “Vim aqui para lutar e ajudar eles [os familiares]. Quero viver aqui com minha esposa e filho. Estou muito feliz, muito agradecido com todos os brasileiros pela oportunidade”, comentou. Com esta etapa chega a 2.782 o número de imigrantes interiorizados desde o início do processo, em abril.

Interiorização

A interiorização, criada para lidar com o intenso fluxo de venezuelanos que cruzam a fronteira de Pacaraima, ao Norte de Roraima, busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros estados brasileiros. Todos os envolvidos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exames de saúde e regularizados no Brasil - inclusive com CPF e carteira de trabalho. A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Para aderir à interiorização, o Acnur identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis nos destinos. A agência assegura que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhorias de infraestrutura nos locais de acolhida.

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