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Janja quebra o protocolo x crime de Estado

Presidente chinês Xi Jinping, presidente Lula e Janja – Pedro Ladeira/Folhapress

A “generosidade” da prefeitura de Salvador

A prefeitura de Salvador, em um ato de bondade sem precedentes, anunciou que vai pagar o piso nacional dos professores. Na proposta enviada para Câmara a malandragem da prefeitura é pagar o valor exigido pelo piso nacional somando salário e as gratificações recebidas pelos professores. Malandro é malandro, e a prefeitura achou que os professores não notariam a jogatina. Quanto à APLB, nem vamos começar. A vida dos professores poderia ser bem melhor e se a entidade não fosse engessada politicamente. Né senhor Rui?

O tour da saúde no Norte da Bahia 

Pacientes com câncer abandonados à própria sorte – enquanto prefeitos viajam no luxo pago pelo povo. É revoltante saber que pessoas lutando contra o câncer nas cidades de Abaré, Glória, Rodelas e Xoroxó agora precisam enfrentar uma via-crúcis até Lagarto, em Sergipe, apenas para receber tratamento. O governo da Bahia alega “reestruturação” da oferta de cuidados na região. Já as prefeituras das cidades fingem que estão ajudando, oferecendo transporte só até Paulo Afonso, que fica a 215 km de Lagarto. Segundo algumas notas divulgadas por algumas prefeituras a responsabilidade pelo resto do trajeto é do hospital onde serão tradados os pacientes.

O tour da saúde no Norte da Bahia II

Enquanto isso, os mesmos gestores que negam um veículo para salvar vidas, andam em carros de luxo alugados, se hospedam em hotéis cinco estrelas e agora têm à disposição um BYD zero na UPB para “passeios” em Salvador. Tudo isso custeado com dinheiro público. Aqueles impostos que todos nós, inclusive os adoentados, pagamos. O dinheiro que falta para garantir dignidade aos doentes sobra no conforto dos que deveriam servi-los. Se isso não é o retrato da podridão da nossa política, não sabemos mais o que é. O contribuinte paga, sofre e morre neste Brasil de prioridades invertidas.

Pepe Mujica vs. Lula: dois mundos, dois socialismos

Lula e Pepe Mujica – Foto: Dante Fernandez/AFP

Pepe Mujica, o ex-presidente uruguaio, mostrou que é possível governar com ética e simplicidade – um herói em um mar de políticos medíocres. Já Lula, na sua terceira gestão, parece ter trocado a luta pelo povo por acordos com o orçamento secreto. O que era esperança virou “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Pois a picanha e a cerveja continuam caros. Mujica saiu do poder de fusca. Pela governabilidade Lula se aliou com a sujeira da política brasileira. A mesma sujeira que inventou um impeachment contra Dilma e elegeu Bolsonaro. Lula pediu para voltar criticando o orçamento secreto e assumiu o governo blindado o mesmo. A esquerda latina nunca foi tão… plural.

Janja quebra o protocolo x crime de Estado

Ah, o Brasil… Sim, Janja quebrou o protocolo. Mais um toque de irresponsabilidade? Talvez. Um erro de etiqueta diplomática? Com certeza. Alguns dias ocupando as principais capas dos jornais do país. Mas vamos ser sinceros: o verdadeiro escândalo está no ato de vazamentos como esse, que expõem o conteúdo de diálogos entre líderes de duas grandes potências do planeta.

Janja quebra o protocolo x crime de Estado II

O facto de alguém achar normal vazar uma reunião privada entre Lula com ministros presentes, incluindo o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre e o baiano deputado federal, Elmar Nascimento e o presidente chinês Xi Jinping, não foi apenas um ato irresponsável, mas também perigoso. E não, não é exagero chamar isso de crime contra a segurança nacional. Quem deles foi o língua solta?

Janja quebra o protocolo x crime de Estado II

Mas no Brasil do espetáculo, o foco se desloca rapidamente. Enquanto quem comete uma infração gravíssima contra o Estado brasileiro (e o chinês, diga-se de passagem) segue tranquilamente no anonimato e no cargo. Janja toma a porrada da vez e Lula passando a mão na cabeça do linguarudo.. Afinal, é sempre mais fácil julgar quem aparece nas fotos do que investigar quem apertou “enviar” com um áudio confidencial no bolso.

Wilson Cardoso e o municipalismo mágico

Se metade da força de vontade do presidente da UPB, Wilson Cardoso (PSB), virasse realidade, o Brasil seria a Suíça em pouco tempo. Mas na política brasileira, vontade e ação são como um casamento ruim: todo mundo fala, mas ninguém faz. No Congresso, então, é pior – parece aquela velha briga de água e óleo, nunca se misturam.

Doenças de oportunidade: manual do político e do rico condenado

Carla Zambelli, condenada por invadir o sistema do CNJ, diz que não sobreviveria na cadeia. Coincidência? Todo político ou rico, quando condenado, desenvolve doenças misteriosas – enquanto pobres e pretos apodrecem no sistema penal sem direito a um “ai, meu coração”. Será que a cela dela vem com ar-condicionado e room service?

Carla Zambelli apontando arma em público na eleição – Foto: Reprodução

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