
O descasco com a espiritualidade dos professores
Que nobre o prefeito Bruno Reis buscar “forças espirituais” em seu retiro – afinal, governar de poltronas de couro e carros de luxo é mesmo exaustivo! Os professores (coitados), com suas “espiritualidade” elevadas, sobrevivem com salários defasados, cadeiras que parecem mais duras que o asfalto da capital baiana, ventiladores de teto empoeirados e enferrujados para refrescar o ambiente. Para os educadores, seu retiro é em casa com uma pilha de provas para orarem por um aluno com vontade de estudar. E que bonito ver ex-professores, agora no poder, chamarem escolas de “autoritárias” por reprovar quem perde em 90% das aulas! Até hoje me doe lembrar dessas palavras. 15 anos como professora e nunca ouvi algo que me machucou tanto. Devem achar que “aprovação automática” é milagre bíblico. Algumas pessoas precisam mesmo é de um exorcismo na memória seletiva para lembrarem de onde veio.
Austeridade seletiva
Que maravilha a eficiência da nossa política. Para aumentar seus próprios salários, verbas de gabinete e fundos eleitorais, aprovam tudo em tempo recorde. O judiciário também se lambuza com mordomias rapidamente. Já o “baixo clero” do serviço público? Ah, aí a história é outra! Surge uma súbita preocupação com as “contas no vermelho”, um discurso inflamado sobre “responsabilidade fiscal” e, claro, a velha desculpa do “não há recursos”. Incrível como o dinheiro some quando é pra pagar quem trabalha embaixo do sol ou no mínimo com um ventilador empoeirado e enferrujado na parede, mas aparece feito mágica quando é pra dar mais mordomias para político. “Prioridades”! E o lambuzado judiciário como gratidão rapidamente também trata de deslegitimar (manifestações grevistas) um direito garantido na coitada da esfacelada Constituição Brasileira.
A vergonhosa equivalência de Maurício Trindade
O vereador Maurício Trindade (PP), atinge o fundo do poço do absurdo ao comparar um protesto de servidores, que invadiram a Câmara em luta por direitos básicos com o vandalismo golpista de 8 de janeiro, quando extremistas tentaram derrubar a democracia. Enquanto em 2023 pessoas invadiram e quebraram patrimônio público e pediram ditadura, (ditaduras que fecham Casas Legislativas da qual Trindade faz parte) os servidores cobraram salários dignos e melhores condições de trabalho. Claro que repudiamos a forma como os atos na Câmara de Salvador ocorreram e também repudiamos veementemente a agressão sofrida por Trindade. Mas soa de forma cínica ou desonesta equiparar trabalhadores a golpistas. É um insulto à inteligência e à luta de quem constrói este país em sala de aula e fazendo segurança nas ruas. Se há algo “pior” que o 8 de janeiro, é a distorção vil de quem vota para reajustar o próprio polpudo salário e seus benefícios. Vergonha, vereador! Sua comparação não é só errada – é perversa.
O retorno do iluminado
Depois de quase 30 dias em seu “retiro espiritual”, Bruno Reis voltou abençoado – e já transformou a pauta dos professores em palanque político contra a oposição. Além de explicar o reajuste (tímido) que concedeu aos professores, o prefeito subiu o tom contra a categoria e a oposição como se estivesse em comício. Lógico que Bruno Reis está coberto de razão quando diz que a APLB é um puxado político de um grupo político. Bruno deveria aproveitar seus momentos na montanha sagrada para tentar parar de criticar a politicagem. Assim como aqueles que ele critica, Bruno fez politicagem na sua coletiva crítica. Tá chato, Bruno. Mas é do jogo, óbvio. Até os santos cansam.
A Novela Baiana – Temporada dos acertos secretos?
E se toda essa guerra petista Rui vs. Wagner for só um roteiro bem ensaiado? Dois rivais de palco, trocando farpas pra plateia, enquanto brindam alegremente nos bastidores os quase 20 anos de poder? E se Angelo Coronel já tem o acordo assinado para ceder o ouro? Na política brasileira, onde inimigos viram aliados de um dia pro outro, nada surpreende. Afinal, até o PDT voltou. A oposição se desgasta tentando decifrar o jogo. Pode ser teoria da conspiração… ou só mais um capítulo da velha política, onde o combate é falso, mas os privilégios são reais. E no final da novela o povo sempre paga o ingresso mais caro e fica de fora das áreas VIPs. Calma pessoal. Tudo não passa de um “se”.
Petróleo, Gás e… descontão nos impostos e o milagre da multiplicação dos lucros
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) encaminhou para ALBA um Projeto de Lei nº 25.826/2025, que autoriza descontos gigantescos nos débitos fiscais das empresas dos setores de refino de petróleo, extração e processamento de gás natural. O objetivo? Pasmem… pacificar conflitos tributários, reforçar a arrecadação e incentivar investimentos na Bahia. Essa é daquelas piadas de muito mal gosto. Essa bondade do governador pronto a “incentivar” as pobres e sofridas empresas de petróleo e gás — setores conhecidos por sua fragilidade em baixar custos finais do produto enquanto fatura bilhões. O trabalhador paga até o cafezinho com impostos. Essas gigantes ganham remissão de dívidas tributárias em nome da “pacificação fiscal” (leia-se: menos cobrança para quem pode pagar). Já vimos outrora esse discurso: “Isso vai gerar empregos”. Essa promessa maldita foi utilizada por todos os parlamentares que aprovaram a retirada de direitos trabalhistas na Câmara. Nunca se materializou em mais postos de trabalho e melhora salarial. É minha gente, no Brasil, o único investimento que realmente cresce é o dos acionistas. Na Bahia, os únicos pingos que escorrem são os do suor do trabalhador.

ALBA com o poder nas mãos
Bem, pelo menos dessa vez os parlamentares poderiam modificar o maldito Projeto de Lei nº 25.826/2025 acrescentando no texto a redução dos preços dos combustíveis e do gás por pelo menos 4 anos na Bahia. O tempo de um mandato. Ai sim é de fato gerar um benefício para o povo diretamente. Esta é a hora dos parlamentares da ALBA (tirando a oposição que quase nunca vota com o governo e a presidente que não pode votar) mostrarem que a Casa Legislativa é isenta para votar e dar esse presente para o povo da Bahia. Quando o governo tem maioria no parlamento, historicamente as Casas Legislativas são conhecidas como um puxadinho dos governos.
Mundo covarde e hipócrita

Enquanto crianças palestinas têm crânios esfacelados por sniper israelense, o “mundo civilizado” chora lágrimas de crocodilo em discursos. O Brasil, membro do Conselho de Segurança da ONU, se tornou um mero espectador do genocídio — talvez com medo de desagradar os donos do capital ou os fanáticos de plantão, que só são “pró-vida” quando a vítima não desafia seus dogmas. Ficar mandando críticas daqui não tem ajudado em nada. Netanyahu segue impune, e os governantes globais lavam as mãos como Pôncio Pilatos, em nome da “realpolitik”. Enquanto isso, Gaza vira um cemitério a céu aberto, e a hipocrisia ocidental cheira a pólvora e sangue. Até quando?
A política brasileira: O circo banal
Gente, a sociedade está banalizando a política porque a política virou algo banal – um espetáculo deprimente! Enquanto alguns brincam de “salvar o povo” outros trocam ideais por cargos como se fossem figurinhas. O povo assiste, perplexo, a promessas que ao longo do tempo viram piadas e a corruptos que viram “vítimas do sistema”. Se antes a política era arte de governar, hoje é arte de sobreviver – não ao povo, mas às próprias ambições. E assim seguimos: O povo chora em desespero. Mas com a escala 6×1 para uns e 7×0 para outros, não tempo para perceber suas dores. O país virou um palco de um reality show onde só os mesmos figurantes ganham. A economia melhorar e o custo de vida do brasileiro só piorar. Esse é o real Brasil da nossa banalizada política. Por isso o povo está mais raivosamente reativo.
O racismo das forças de segurança do Brasil é um fato
Enquanto MC Poze, um jovem negro, é preso e exposto como espetáculo midiático, criminosos de colarinho branco como Collor, Chiquinho Brazão e Renato Cariani recebem tratamento VIP nas suas prisões e até condenações. Mesmo acusados de crimes hediondos. Roberto Jefferson atirou contra agentes federais e ainda conseguiu bater um papo agradável com os agentes que receberam suas balas. Enquanto isso, favelados são metralhados por portar um baseado. A diferença é de fato a cor da pele e o saldo bancário. E Não o crime que comete. O racismo estrutural das forças de segurança não disfarça: preto é tratado como bandido mau caráter e branco rico como “cidadão de bem” que cometeu um deslize num dia ruim. Até na prisão, a lei é clara: há os que podem esperar o julgamento em casa, e os que viram espetáculo de humilhação. Enquanto isso, a máquina policial segue blindando os poderosos e criminalizando a periferia. Brasil: onde a justiça tem cor, endereço e preço. E o judiciário é conivente com tudo isso. Permite preso rico tratar problema de pressão alta em casa e mulheres pretas e pobres darem a luz aos seus filhos algemadas nas cadeias.
A Confraria do Notícias da Bahia busca através da Coluna etc&tal trazer reflexões sobre temas e acontecimentos importantes para nossa sociedade. A fofoca política nos interessa mas não é nosso principal objetivo.