Nesta quinta-feira (28), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou que a federação formada pelo seu partido e pelo Progressistas pode enfrentar perdas de deputados na próxima janela partidária, em 2026. Segundo ele, esse movimento é esperado em razão das composições estaduais, mas não compromete os planos da legenda.
“É normal que na janela do próximo ano de março tenha deputados que saem e outros que entrem. No caso nosso, da União Brasil dos Progressistas, como a gente fez uma federação, a gente já conta que em alguns estados haverá perdas, para um lado ou para outro. É normal. Agora, eu acho que a gente vai ganhar mais do que vai perder, é a primeira coisa”, disse Neto.
Ele destacou que a prioridade da sigla é garantir unidade em torno de um projeto nacional de oposição. “Não adianta você manter dentro do partido alguém que não está alinhado com o projeto. Aqui na Bahia, por exemplo, a gente não vai ter na federação ninguém que não esteja alinhado com o projeto das oposições. Não há chance, não há hipótese”, afirmou.
Ele também criticou membros da União Brasil que ainda ocupam cargos de confiança no governo federal. “É preciso ter coerência nos partidos, inclusive o pedido que eu fiz para que não haja mais essa coisa de membros da União Brasil ocupando cargos de confiança no governo federal. É para isso, é para a gente ter coerência, clareza e posição definida de qual é o nosso lado.”
Ao comentar o cenário nacional, Neto avaliou que pesquisas de intenção de voto já colocam nomes da oposição em situação competitiva para 2026. “O fato de alguns candidatos de oposição, faltando tanto tempo para a eleição, já se mostrarem competitivos e até com possibilidade concreta de vitória contra o atual presidente, que está aí há não sei quantos anos, que já disputou tantas eleições, que está no seu terceiro mandato, é motivo para todo mundo celebrar”, declarou.
Ele citou os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (UB) e Ratinho Júnior (PSD) como exemplos de lideranças que aparecem bem posicionadas. “O desempenho de Tarcísio, o desempenho de Caiado, o desempenho de Ratinho, de todos eles, quando você coloca na pesquisa, aparecem muito bem. Então, eu acho que é um ponto de partida para um projeto de oposição muito forte, que empolga as nossas bases”, avaliou.
Questionado sobre a movimentação política do senador Angelo Coronel (PSD), Neto ressaltou a boa relação pessoal, mas evitou especular sobre alianças. “O coronel hoje é do PSD, está na base do governo do PT, então a gente pode cultivar essas boas relações, sem que isso seja atrapalhado pela política. Sobre a política eu só posso tratar se um dia o PSD tiver disposição e vontade de deixar a base do governo”, disse.
O ex-prefeito reforçou que as decisões sobre alianças e candidaturas na Bahia devem ser definidas até março de 2026. “Eu acho que existe aí, primeiro, o desafio de clarear o cenário político nacional e depois da gente fechar a nossa chapa aqui. A gente tem um deadline que é o mês de março do próximo ano. Eu não quero passar disso”, concluiu.