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Cristãos da direita brasileira preferem Trump a Jesus

Um dos principais ingredientes da estratégia da extrema direita no Brasil é o discurso cristão. No liquidificador bolsonarista, políticos que ganharam eleição espalhando mentiras e disseminando discurso de ódio contra os adversários se fazem de santos para ganhar votos dos fiéis das igrejas evangélicas e do catolicismo mais reacionário.

A absurda mistura de religião e política é feita sem nenhum pudor. Há anos, Silas Malafaia, Edir Macedo, Marco Feliciano e muitos outros pastores dão sua contribuição diária para demonizar o PT e toda a esquerda, enquanto exaltam o bolsonarismo.

Querem fazer o Estado cada vez menos laico.

Em anos eleitorais, como o atual, os políticos de direita fazem questão de parecer ainda mais crentes.

Há alguns dias, Flávio Bolsonaro apareceu ajoelhado e orando ao lado de um dos chefões da Assembleia de Deus (por conta disso foi denunciado ao TSE por propaganda eleitoral antecipada). Nesta terça-feira (14) foi a vez de Tarcísio de Freitas, candidato a reeleição ao governo de São Paulo, orar junto com o grupo cristão Legendários, aqueles esquisitões que sobem colinas e fazem acampamentos em lugares remotos, onde homens vão “encontrar a melhor versão de si mesmos”.

Com toda essa propalada devoção aos valores cristãos, nenhum desses políticos ou líderes religiosos se sentiu incomodado com um dos maiores ataques de um chefe de Estado ao inspirador do Cristianismo. Não deram um pio sobre a ilustração que Donald Trump divulgou na sua rede social, em que aparecia como se ele próprio fosse Jesus Cristo, inclusive fazendo curas.

Todos sabem que a adoração de Flávio Bolsonaro por Trump é enorme. Há poucas semanas o pré-candidato a presidente anunciou nos Estados Unidos que estaria pronto para ceder a Trump as terras-raras e tudo mais que o Laranjão quiser, em troca de uma forcinha na campanha.

Tarcísio é outro devoto de Trump. Foi um dos primeiros a usar boné do MAGA na vitória eleitoral e disse “amém” ao tarifaço que tantos prejuízos causou à economia nacional – depois voltou atrás. Nikolas Ferreira também reza pelo catecismo do presidente dos EUA.

Nenhum deles, que se dizem cristãos fervorosos, ousou criticar Trump pela blasfêmia. Expoentes da direita dos Estados Unidos reclamaram muito de seu presidente desvairado, a primeira-ministra da Itália, reacionária até à medula, também reclamou, em outros países houve protestos.

Por aqui, silêncio.

Entre os direitistas de destaque, apenas Cleitinho, o pré-candidato ao governo de Minas Gerais, teve a coragem de criticar o presidente dos EUA. Por causa disso, recebeu muitas críticas em suas postagens.

O restante dos políticos de direita preferiu se ajoelhar para Trump a sair em defesa do Cristo.

Que o eleitor cristão avalie esse episódio e decida se esses falsos religiosos realmente merecem sua benção na urna.

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