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Novo remédio contra Alzheimer chega ao Brasil com promessa de retardar avanço da doença

O mercado brasileiro deve ganhar, a partir de junho de 2026, uma nova opção no tratamento do Alzheimer. Lecanemabe é um medicamento desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, aprovado pela Anvisa no fim de 2025. A chegada ocorre após a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e marca a expansão de uma nova geração de terapias que atuam diretamente nos mecanismos da doença, e não apenas no alívio dos sintomas. 

O medicamento atua sobre o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro, considerada um dos principais fatores associados ao desenvolvimento do Alzheimer. Segundo os fabricantes, o lecanemabe tem um efeito duplo: remove placas já formadas e reduz a formação de novas estruturas tóxicas. Em estudos clínicos com pacientes em estágio inicial da doença, a droga demonstrou reduzir em 27% o declínio cognitivo ao longo de 18 meses, prolongando a autonomia e a capacidade funcional dos pacientes.

A aplicação é feita por infusão intravenosa em ambiente clínico, a cada duas semanas, com doses ajustadas ao peso do paciente. O tratamento mensal pode custar entre R$ 8 mil e R$ 11 mil, dependendo de impostos estaduais. Apesar do avanço terapêutico, ainda não há previsão de cobertura pelos planos de saúde nem de incorporação ao SUS, o que levanta preocupações sobre o acesso ao medicamento no país.

Especialistas ressaltam que o lecanemabe não reverte danos já causados pela doença, sendo mais eficaz nas fases iniciais, o que reforça a importância do diagnóstico precoce. A diretora médica da Biogen no Brasil, Tatiana Branco, afirma que o objetivo é ampliar o acesso: “Mas nosso maior compromisso é trabalhar para que o medicamento seja acessível ao maior número de pacientes elegíveis no Brasil. Lutamos para encontrar um equilíbrio entre um preço factível para a realidade brasileira e o valor intrínseco a uma terapia sem precedentes”.

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