O preço do gás de cozinha subiu 9,59% nesta segunda-feira (1º), conforme informou o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás). O reajuste foi aplicado pela Acelen, operadora da Refinaria de Mataripe, o que deve elevar o valor do botijão para o consumidor final em uma média de R$ 8 a R$ 10.
Preço do gás de cozinha sobe quase 10% na Bahia e botijão pode ficar até R$ 10 mais caro.
Foto: Reprodução EPTV
“O aumento vai ter um impacto significativo, porque o gás vai aumentar entre R$ 8 e R$ 10. O consumidor já vai sentir o peso a partir de hoje”, destacou Robério Souza, diretor do SindRevGás, ao g1.
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Com a alta, o preço médio do botijão na capital e região metropolitana, que era de R$ 145, passa a variar entre R$ 155 e R$ 158. Segundo o diretor da entidade, a tendência de encarecimento é contínua: “Se comparar, o gás está quase 30% mais caro do que o consumidor pagava em dezembro de 2025”. A Acelen foi procurada pela TV Bahia e a empresa ainda não se posicionou.
Para revendedores como Dedê, que atua no subúrbio de Salvador, o cenário é desafiador. Ele projeta um repasse imediato de R$ 10 sobre seus preços atuais (R$ 130 para retirada e R$ 140 com entrega). “O consumidor reclama bastante, mas a situação também está muito apertada para a gente. É difícil manter”, desabafou ao portal.
A categoria também aponta dificuldades com o programa “Gás do Povo”, que oferta recargas gratuitas para famílias de baixa renda. A combinação entre os sucessivos aumentos e o valor repassado pelo governo federal tem reduzido a margem de lucro dos revendedores.
“A rede revendedora vê isso com muita preocupação, porque não existe margem de lucro. A gente entende que é um projeto social, mas o revendedor não pode ter prejuízo nessa operação. Muitos não aderiram e outros já pensam em não renovar quando o contrato acabar. É impossível trabalhar nesses moldes financeiros”, analisou Robério Souza.
Dedê reforça o impacto na ponta final da operação: “Eu recebo em torno de R$ 106,39 por botijão ofertado no programa. Praticamente não existe margem de lucro. Quando começou, ainda havia uma margem pequena, mas agora, com o aumento, ela desapareceu”.
Histórico de reajustes em 2026:
- 2 de janeiro: alta de 2,38%.
- 15 de abril: alta superior a 15%.
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