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Chuvas expõem crise na infraestrutura e interditam ponte em Conquista

Após as fortes chuvas que atingiram Vitória da Conquista na noite deste domingo (22), quando cerca de 36 milímetros foram registrados em pouco mais de uma hora, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), suspendeu o tráfego de veículos na ponte da Avenida Luís Eduardo Magalhães, uma das mais movimentadas da cidade. A estrutura, que passa sobre o Rio Verruga, já apresentava problemas desde a semana passada, quando parte da sustentação cedeu.

A interdição foi realizada ainda durante a noite, após chuvas acompanhadas de raios que começaram por volta das 20h40 e seguiram até a madrugada, a liberação aconteceu na manhã desta segunda-feira (23), após avaliação do local. Ao todo, o volume acumulado chegou a cerca de 70 milímetros em aproximadamente 10 horas, segundo dados oficiais. Apesar disso, os transtornos causados pela chuva não são novidade e voltam a expor fragilidades antigas na infraestrutura da cidade, que já registra histórico recente de alagamentos e ocorrências associadas ao excesso de precipitação.

Para quem depende da via diariamente, os impactos são imediatos. A auxiliar administrativa Karoline Sousa relata que o trajeto até o trabalho se tornou um problema. “Todos os dias faço esse percurso para chegar ao trabalho. Hoje, simplesmente, estava um caos. Tivemos que fazer um desvio pela Avenida Gilenilda Alves, gerando atraso e causando transtornos. Não é a primeira vez que isso acontece, e não é apenas nesse local que a situação é precária”, afirma. Segundo ela, a sensação é de insegurança constante. “Não temos segurança alguma para transitar pela cidade em períodos de chuva.”

A realidade se repete para a designer Thaminy Gomes, que também utiliza a ponte diariamente. “Acabei me atrasando muito para o trabalho. Enfrentei um congestionamento grande, já que o desvio ocupava um percurso extenso e, além disso, por conta de outra ponte interditada, o trânsito ficou ainda mais travado”, relata. Ela também destaca o impacto emocional diante dos recentes acontecimentos. “Não me sinto segura. Sair de casa com tudo o que vem acontecendo tem me deixado extremamente ansiosa, ainda mais depois do caso da senhora que morreu levada pela água.”

Em diferentes pontos da cidade, os prejuízos se repetem. A Avenida Brumado e a região da Avenida Caracas, que já enfrentam problemas desde a fatalidade envolvendo Rosania Silva Borges, voltaram a alagar. Na Rua Lourival Cairo, a cratera aumentou ainda mais, e, na Avenida Morada Real, a força da água agravou danos no asfalto. Até mesmo uma igreja foi invadida pela enxurrada, com a água alcançando o interior do espaço.

Mesmo com registros frequentes de alagamentos, erosões e danos estruturais, as respostas continuam sendo, em grande parte, emergenciais, como interdições e vistorias realizadas após os problemas já instalados. A repetição desses cenários levanta questionamentos sobre a ausência de soluções definitivas e o custo social gerado para a população, que enfrenta prejuízos materiais, dificuldades de mobilidade e riscos constantes a cada novo período de chuva.

O Interior Baiano entrou em contato com a Prefeitura de Vitória da Conquista, que informou, por meio de nota, que a interdição da ponte foi uma medida preventiva adotada após o alto volume de chuvas e os danos identificados na estrutura. O município afirmou ainda que, após vistoria técnica, o tráfego foi liberado na manhã desta segunda-feira (23), destacando que a estrutura principal da ponte não apresenta comprometimentos. Segundo a gestão, os danos ficaram restritos a uma parte lateral, e o local seguirá sendo monitorado com vistorias regulares para garantir a segurança da população.

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