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Escalada da tensão no Oriente Médio derruba mercados globais e dispara petróleo

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em forte queda nesta segunda-feira (2), enquanto os preços do petróleo avançam de forma expressiva, refletindo a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. No sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva aérea contra o Irã que resultou na morte de importantes lideranças do país, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.

A promessa de retaliação por parte de Teerã elevou o temor de um conflito regional mais amplo, ampliando a aversão ao risco nos mercados globais. Investidores agora incorporam ao cenário incertezas sobre a segurança das rotas marítimas e possíveis impactos sobre o fluxo de comércio e viagens internacionais.

O novo foco de instabilidade se soma a um ambiente já pressionado por preocupações com valuations elevados, riscos no mercado de crédito e dúvidas sobre o ritmo de expansão da inteligência artificial (IA).

Na agenda econômica, Estados Unidos e zona do euro divulgam os dados finais do PMI industrial. Nos EUA, também será conhecido o ISM da indústria de fevereiro, com expectativa de 52 pontos. No Brasil, o destaque imediato é a publicação do Boletim Focus do Banco Central, enquanto a semana reserva a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025 e dados de atividade setorial.

No campo corporativo, o mercado acompanha os balanços do quarto trimestre, com atenção especial aos resultados de Petrobras e Embraer.

Em Brasília, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, presta esclarecimentos à Câmara Legislativa do Distrito Federal sobre a situação patrimonial do banco após operações malsucedidas envolvendo o Banco Master.

Brasil

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (27) com queda de 1,16%, aos 188.786,98 pontos, com recuo de 2.218 pontos. A semana terminou negativa em 0,92% — a primeira do ano no vermelho —, mas fevereiro ainda fechou com alta de 4,09%, abaixo dos 12,56% de janeiro. O último mês de baixa havia sido julho de 2025.

O principal vetor doméstico foi o IPCA-15 (prévia da inflação) de fevereiro, que subiu 0,84% e superou as projeções, registrando a maior surpresa para o mês em mais de duas décadas. O dado elevou cautela sobre o ritmo de desinflação e pressionou os juros futuros (DIs), que avançaram. O real também perdeu força e fechou a R$ 5,13, em alta de 0,10% frente ao dólar.

Europa

As bolsas europeias também operam em forte queda, acompanhando a baixa dos mercados globais após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã no fim de semana. Em outra frente, os agentes aguardam a divulgação de balanços corporativos, como o Bank of Ireland Group, Smith & Nephew e Galp Energia.

STOXX 600: -1,89%
DAX (Alemanha): -2,29%
FTSE 100 (Reino Unido): -1,03%
CAC 40 (França): -2,05%
FTSE MIB (Itália): -2,41%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York desabam hoje, como consequência da escalada de tensão no Oriente Médio. Os agentes repercutem as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a campanha de bombardeios contra o Irã continuará até que seus objetivos sejam alcançados. Enquanto a aversão ao risco global sobe, ativos considerados refúgios seguros, como o ouro, ganharam destaque.

Dow Jones Futuro: -1,62%
S&P 500 Futuro: -1,66%
Nasdaq Futuro: -2,04%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que mataram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, marcando uma forte escalada nas tensões no Oriente Médio.

Shanghai SE (China), +0,47%
Nikkei (Japão): -1,35%
Hang Seng Index (Hong Kong): -2,14%
Nifty 50 (Índia): -2,19%
ASX 200 (Austrália): +0,03%

Petróleo

Os preços do petróleo disparam, enquanto os investidores avaliam o impacto do fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, provocado pelos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. O estreito é a principal passagem marítima do petróleo do Oriente Médio, e o bloqueio já coloca o mercado em alerta para alta de preços e risco de inflação global.

Petróleo WTI, +8,85%, a US$ 72,95 o barril
Petróleo Brent, +9,56%, a US$ 79,84 o barril

Agenda

Nos EUA, saem o PMI e o ISM de Indústria (final) de fevereiro.

Na zona do euro, também é aguardado o PMI de Indústria (final) de fevereiro.

Por aqui, no Brasil, a bandeira tarifária para os consumidores de energia continuará verde em março, anunciou na sexta-feira passada a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já que as condições de geração elétrica estão mais favoráveis com as chuvas sazonais nas hidrelétricas. Com a bandeira verde, não há cobrança de custos adicionais na tarifa de energia do consumidor brasileiro. “Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro e a consequente elevação do nível dos reservatórios das usinas. Essa condição favoreceu a continuidade da bandeira verde para março”, disse a Aneel.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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