O vereador Hamilton Assis (PSOL), acusado de liderar a ocupação do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador em 22 de maio, afirmou nesta terça-feira (26) que o processo que pode levar à cassação de seu mandato tem caráter político.
“Qualquer representação que busca manter o decoro de uma instituição é fundamental, mas não pode ser baseada em factóides criados apenas para justificar perseguição política ou retaliação”, disse Assis.
O parlamentar declarou que a acusação não reflete a realidade: “Embora a representação seja legítima dentro dos instrumentos da Casa, os argumentos e as justificativas para a cassação do nosso mandato não condizem com os fatos”.
Assis disse ainda que está mobilizando a sociedade para acompanhar o andamento do processo. “Estamos numa situação em que a oposição é minoria absoluta e a bancada do governo é maioria. Queremos que a população acompanhe de forma imparcial e isenta, garantindo o direito de defesa e o respeito à democracia”, afirmou.
O vereador também destacou o apoio de partidos de oposição e sindicatos. “Conto com o apoio de PCdoB, PT, PSB, além de outros como a UP e o PCB, e de movimentos sociais e sindicatos. Não cometemos nenhum ato que tira a dignidade do nosso mandato. Estamos aqui para apoiar a luta dos trabalhadores e defender o confronto democrático de ideias”, completou.