Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

MP oferece denúncia contra líder e 23 integrantes da maior rede de tráfico de aves silvestres do Brasil

Após uma operação que prendeu Weber Sena de Oliveira, o ‘Paulista’, considerado o líder de uma organização criminosa que faz tráfico de aves silvestres, o Ministério Público da Bahia (MPBA) ofereceu denúncia contra ele e mais 23 integrantes da rede criminosa. Pualista foi preso em janeiro durante na BR-101, nas proximidades de Itabuna, sul da Bahia.

Ele transportava de forma ilegal 135 pássaros e o colocou no centro das investigações do Ministério Público da Bahia, realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e Promotorias de Justiça Regional Ambiental de Ilhéus e Itabuna, com apoio do Ministério Público de Alagoas, por meio do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente (Nudem), e do Centro Operacional da Defesa do Meio Ambiente (Ceama) baiano.

Preso preventivamente no município de Mascote, em setembro, pela ‘Operação Fauna Protegida’, Weber e mais 23 pessoas foram denunciados à Justiça por integrarem rede criminosa de tráfico de animais silvestres, inclusive espécies ameaçadas de extinção, responsável ainda por crimes de lavagem de dinheiro, receptação qualificada e maus-tratos a animais.

Um total de cinco denúncias foram ajuizadas contra a organização criminosa, quatro delas no período de 29 de outubro, quando foi deflagrada a segunda fase da operação.

Entre os denunciados, estão fornecedores, receptadores e transportadores da organização criminosa liderada por ‘Paulista’, cuja rede de atuação abrange principalmente os estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com algumas ramificações no Espírito Santo. O grupo, segundo as denúncias, é formado por 14 fornecedores (dez deles com atuação na Bahia), cinco receptadores, três transportadores e uma operadora financeira.

Movimentação milionária

Conforme as investigações do Gaeco, apenas em seis meses, de fevereiro a agosto de 2023, foram movimentados quase R$ 500 mil nas contas de Ivonice Silva e Silva, companheira de ‘Paulista’. Ela é apontada como a operadora financeira da organização criminosa, responsável por receber os depósitos pela entrega das “encomendas”, que chegavam a conter mais de mil pássaros de uma só vez, e de realizar os pagamentos aos fornecedores do sudeste e norte da Bahia e nordeste de Minas Gerais.

Ainda de acordo com a investigações, parcela significativa das transferências bancárias partiu de terminais de autoatendimento da cidade de Magé, no Rio de Janeiro, onde reside Valter Nélio, conhecido como ‘Juninho de Magé’. Assim como Weber e Ivonice, ele também foi acusado por lavagem de dinheiro.

Aves como estevão, canário, chorão, papa-capim, trinca-ferro, azulão, pássaro preto, entre outros, eram capturados, com utilização de armadilhas e redes de 20 metros de comprimento que possibilitavam apreender até 500 passarinhos em um único dia. Há registros de venda de aves por R$ 80 mil.

Os animais eram alojados em cativeiros provisórios de extrema precariedade e sem alimentação suficiente, onde as aves aguardavam por muitos dias a chegada de ‘Paulista’, responsável por colocá-las em veículos de passeio e caminhões para remetê-las, em sua maior parte, ao estado do Rio de Janeiro e a capital baiana.

A rota do tráfico de animais silvestres (do Sudeste da Bahia e nordeste de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro) foi identificada, por meio de estudo 31 manchas de calor que indicam a recorrência das apreensões oriundas do tráfico de, realizado por meio do projeto ‘Libertas’, da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS