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Neto tem razão, mas não tem moral para criticar

ACM Neto chorando na Lavagem do Bonfim – Foto Reprodução

Apelo à consciência coletiva

A recente situação envolvendo o filho do jogador Raphinha evidencia que o racismo ainda se manifesta de formas sutis e dolorosas, até mesmo em ambientes lúdicos. É urgente que mais astros negros do futebol mundial, que carregam o mesmo prestígio e influência, assumam uma posição ativa e incessante no combate ao racismo. A luta não pode ser travada apenas quando a violência atinge os seus. O silêncio dos famosos negros diante desse mal estrutural é uma cumplicidade passiva. A fama traz consigo uma responsabilidade social inegociável. Que a revolta de Vinicius Junior e Raphinha ecoe e inspire seus colegas a transformarem sua visibilidade em um escudo coletivo contra o preconceito, defendendo todos os negros e negras, conhecidos ou anônimos, dentro e fora dos campos. A união é a arma mais poderosa.

Neto tem razão, mas não tem moral para criticar

De fato, não faz o menor sentido do ponto de vista técnico, a criação da Secretaria Especial para a Ponte Salvador-Itaparica (Seponte). Em tese, ACM Neto tem razão ao classificar a medida como “pouca vergonha”. No entanto, Neto perde toda a moral para criticar, pois ficou em silêncio quando a prefeitura de Salvador, sob aliados, criou a Secretaria do Mar (Semar) – igualmente questionável. Por enquanto Neto é mais do mesmo da “nova” política brasileira. Critica o trabalho do outro sem ter nenhum case de sucesso para apresentar.

Aqui não mais, traidores

Charge de Leandro Assis e Triscila Oliveira na Folha de S.Paulo

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) marca um divisor de águas na história brasileira. Pela primeira vez envolvidos em golpe de estado são penalizados criminalmente. Esta decisão histórica envia uma mensagem inequívoca: a Justiça brasileira não tolerará ataques à soberania popular e às instituições democráticas. A sentença demonstra que nosso sistema jurídico possui mecanismos eficazes para defender a Constituição contra projetos autoritários. É uma vitória não apenas do STF, mas de todos os brasileiros e brasileiras que acreditam no Estado Democrático de Direito. Que este julgamento sirva de alerta permanente: com tiranos não combinam brasileiros corações. Nossa nação reafirma seu compromisso inegociável com a liberdade, a legalidade e a vontade popular expressa nas urnas. O Brasil segue firme em sua trajetória democrática.

Em ditadura de verdade, bolsonaristas estariam calados e não reclamando

A alegação recorrente de bolsonaristas de que o Brasil se tornou um país sem liberdade de expressão é uma falácia grosseira que ignora a realidade democrática atual. Se tal afirmação fosse verdadeira, eles próprios não poderiam propagá-la livremente nas redes sociais, em manifestações públicas e até em programas de televisão, como fazem diariamente sem sofrer censura estatal. A verdade é que nunca na história deste país houve tanta liberdade para criticar autoridades, debater ideias e se expressar politicamente como na atual democracia brasileira.

Charge de Hector sobre a ditadura

Em ditadura de verdade, bolsonaristas estariam calados e não reclamando II

Para compreender o que é realmente ausência de liberdade, basta olhar para nosso passado recente: durante a ditadura militar (1964-1985), o Congresso Nacional foi fechado, ministros do STF foram cassados, e uma brutal máquina de censura perseguiu, prendeu, torturou e matou opositores. Artistas tiveram que se exilar, jornais foram submetidos à censura prévia, e peças de teatro e filmes foram proibidos arbitrariamente.

Prefeitura de Salvador ativa “modo Soneca” para dívidas de empresas amigas

Em mais um capítulo surreal da nossa política, a prefeitura de Salvador decidiu presentear as empresas de ônibus do Consórcio Integra com um perdão integral de dívidas milionárias. Enquanto isso, cidadãos não tem essa “anistia” com seus veículos apreendidos por estacionar e não pagar zona azul. Muito menos tem essa piedade com seus IPTUs atrasados. O sistema é bruto com o povo enquanto tratam empresas que lucram milhões como princesas. Mas não segurem o respiro: enquanto o povo paga em dobro, o lucro deles segue intacto. E as melhorias? Ah, essas ficaram no decreto da fantasia.

Jerônimo precisa frear e se reconectar

Nesta semana o governador Jerônimo Rodrigues em entrevista, disse que “a sensação de segurança é importante”. Em outro momento disse que era fake News um relatório encomendado pelo seu próprio governo. Uma fonte desta Confraria, membro da cúpula do governador, disse que esses lapsos de desatenção nas respostas são frutos de uma cabeça extremamente cansada pela exaustiva rotina que o mesmo impõe. A oposição que não tem nada com isso, aproveita os vacilos para fazer um barulho daqueles. E com razão em certo ponto. É preciso um freio para se reconectar com dados da gestão. Rui Costa era e, é um gênio nesse quesito. Segurança pública exige mais do que anúncios de investimentos; demanda articulação presencial com forças estaduais e imersão nos planos estratégicos.

O cartel do combustível e a omissão do poder público

Charge de Ivan Cabral sobre combustíveis

A Operação Carbono Oculto escancarou o que há muito se sussurra: o crime organizado atua no coração do sistema financeiro nacional, a Faria Lima. Enquanto isso, a Petrobras – outrora símbolo de soberania, fracassa rotineiramente em suas atribuições essenciais. A empresa, que não refina todo o petróleo nacional devido a complexidade do óleo pesado, há décadas negligencia investimentos em tecnologia de refino e logística. O resultado? Dependência de importações e preços abusivos repassados ao consumidor, sempre com reajustes sem justificativa técnica. Não se enganem: o cartel de combustíveis não é um fenômeno novo. Opera há décadas. A solução não está em discursos ideológicos ou em culpar privatizações, como faz a FUP. Está na vontade política que falta à Petrobras para recriar uma distribuidora nacional e investir maciçamente em inovação para dominar o refino do petróleo local. Dinheiro não falta – falta gestão competente e interesse público. A Petrobras preferiu lucros de curto prazo a soberania energética. O povo paga por um combustível para financiar empresários, o PCC e a incompetência estatal.

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