
Que susto, Sosthenes
Eita, meu povo! A tarde desse sábado (14) tava tão sussa, aquele frio na capital baiana que faz todo mundo se recolher. Mas tem também a moqueca no fogo, a galera curtindo um pagode… até que, PÁ!, o celular da geral começou a berrar que nem siri na lata! Quem não pulou da cadeira achando que era o fim dos tempos, hein? Pois é, a Defesa Civil (Codesal) testou com louvor o novo sistema Defesa Civil Alerta, que tem como objetivo avisar a população quando tiver perigo. Só que a galera quase meteu o pé pro céu do susto que levaram. O sistema não precisa de cadastro. O aviso chega chutando a porta. CALMA, POVO, É SÓ TESTE. E foi muito bem sucedido. Parabéns Sosthenes e equipe da Defesa Civil de Salvador, da Bahia e do Brasil. Todo alerta é válido.
Órgãos de controle, uma vergonha nacional
É inaceitável que, mesmo com uma estrutura robusta de controle – Tribunais de Contas da União, Estados, Municípios e Ministérios Públicos –, a gestão pública brasileira continua afundada em escândalos de corrupção e má gestão. Esses órgãos, que figuram entre os mais bem remunerados do funcionalismo público, demonstram uma lentidão inexplicável na fiscalização, permitindo que desvios persistam por anos antes de qualquer punição. Enquanto isso, o dinheiro público é dilapidado, serviços essenciais definham e a população paga a conta. E a justiça é aquele tipo de pai e mãe inerte a educação desses filhos. Quase nunca julga, quando julga quase nunca condena. Pela leniência, é meio que uma parceira desses “negócios”. Se a eficiência fosse proporcional aos salários, o Brasil seria exemplo mundial. Mas a realidade é de morosidade, ineficiência e impunidade. Quando será que o combate à corrupção deixará de ser filme de ficção?
O espetáculo da desmoralização da segurança público
O evento promovido por ACM Neto (UB), para debater segurança pública, revela mais uma vez o descaso com a seriedade que o tema exige. Ao convidar o senador Sérgio Moro (UB) – um juiz cuja atuação foi marcada por fraudes processuais, conluio político e lawfare, a discussão perde toda credibilidade. O único especialista verdadeiramente qualificado no evento foi Rodrigo Pimentel, cuja trajetória no BOPE do Rio de Janeiro e escritor do livro que deu origem ao filme Tropa de Elite, legitima sua voz no assunto. Os demais são apenas políticos que uma hora acerta e na grande maioria fracassam na gestão da segurança pública. Goiás vive um bom momento mas está totalmente a que de uma realidade segura. A política brasileira e sua mania de normalizar figuras controversas em troca de capital político. Não se discute segurança com quem adulterou a justiça para servir a interesses escusos. Se ACM Neto buscava um debate sério, não o faria com Sérgio Moro, homem que junto com a corrupção empresarial e governamental, destruiu grandes empresas brasileiras e quase acabou com a Petrobras. Personagem marcado negativamente na história do país.
Câmaras viraram ringue de egos e burrice

Enquanto a população sofre com a falta de tudo que promova qualidade de vida alguns “nobres” vereadores de Camaçari e Lauro de Freitas resolveram dar um show de barbárie parlamentar: trocaram argumentos por socos, tapas e gritaria, provando que o baixo nível não é só nas propostas, mas no caráter. E não podemos esquecer o iluminado vereador Maurício Trindade, que, em um surto de revisionismo histórico digno de stand-up comedy, comparou a invasão da Câmara de Salvador aos atos golpistas de 8 de janeiro. Pela lógica dele, um vandalismo local é pior que um ataque à democracia nacional. Parabéns, doutor! Com esse currículo, já pode concorrer ao Prêmio Esdrúxulo do Ano na categoria “Distorção da Realidade”. Enquanto isso, um vereador “criativo” da cidade do Rio de Janeiro nos presenteia com o “Dia da Cegonha Reborn” (porque, claramente, bonecas de silicone eram a prioridade legislativa). O povo bem que poderia invadir a Câmara do Rio e botar pra quebrar para cobrar VERGONHA NA CARA de quem aprovou um absurdo desse. Ainda bem que o prefeito vetou esse lixo de projeto. Recado final: Se o debate de ideias virou briga de bar, o projeto virou piada pronta e a seriedade morreu no plenário

P.S.: Maurício Trindade, se precisar de um curso de história básica, a gente faz vaquinha. Do jeito que a inteligência artificial está evoluindo, até as bonecas reborn sabem que 8 de janeiro foi pior que a invasão da Câmara de Salvador.
ACM Neto que tanto cobra agora tem que se explicar

A Operação Dia Zero, deflagrada pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) investiga desvio de dinheiro público na saúde da capital baiana. O alvo? Um contrato fraudulento firmado pela Secretaria Municipal de Saúde na gestão de ACM Neto. Enquanto o ex-prefeito se coloca como paladino da moralidade, cobrando (com certa razão) explicações do Estado, agora não deve se esquivar de falar sobre os milhões desviados sob seu nariz. Se a ética não é seletiva, onde está a postura firme de Neto agora contra corrupção? Se Neto exige transparência dos outros, que comece “limpando o próprio gabinete”. A saúde de Salvador já não vai boa. Com essa agora, só a divindade na causa. Se Neto não quer falar então segura que o mandu é teu, Bruno Reis.
A escrotidão moral de parte do Congresso Brasileiro

A oposição ao governo Lula no Congresso Nacional age como um Pitbull endiabrado na hora de cobrar cortes de gastos. Não estão nem ai para saúde, educação, segurança pública, nada. Latem ferozmente para Lula cortas gastos e ponto final. O ilustre presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) apresentou um projeto que propõe acúmulos de salários e aposentadorias para os parlamentares. Membros do PL de João Roma, do União Brasil de ACM Neto, do PP de Mário Negromonte Junior e PSD de Otto Alencar assinaram esta insanidade moral. Calma, acreditem, até parlamentares do PT de Jaques Wagner também assinaram essa belezura de projeto que arromba os cofres públicos para encherem seus bolsos. Genial! Na crise, o povo aperta o cinto, e o legislativo abre a carteira… pra si mesmo. Hugo e sua trupe provam que, no Brasil, sacrifício é verbo só do povão. Se a economia vai mal, a solução é óbvia: aumentar os privilégios de quem já ganha R$ 41 mil por mês. Afinal, “trabalho duro” né? E o povo que vota nessa gente que se lasque.
Israel, o silêncio ensurdecedor do ocidente cúmplice de uma barbárie

Enquanto Israel bombardeia o Irã sob o pretexto de “defesa” – o mesmo discurso usado para justificar décadas de ocupação, apartheid e genocídio palestino –, o mundo assiste de cócoras, hipnotizado pela retórica colonialista de Tel Aviv. Os mesmos países que se dizem defensores dos direitos humanos financiam, armam e aplaudem um Estado que destrói hospitais, mata crianças e reduz Gaza a escombros. Onde está a “ordem internacional” quando palestinos são enterrados vivos sob toneladas de concreto e fósforo branco? O ataque ao Irã é só mais um capítulo da impunidade sionista, escancarando a covardia geopolítica de quem normaliza a violência israelense enquanto chora fake news de “guerra justa”. Chega de hipocrisia! Enquanto EUA e Europa lucram com a indústria da morte, Gaza sangra. Até quando a humanidade vai compactuar com esse extermínio? O mundo beira uma terceira guerra mundial. E não terá alerta extremo que nos salve.
A assassina cultura armamentista e à hipocrisia pró-vida

É revoltante ver os mesmos que se dizem defensores da vida e contra o aborto aplaudirem a venda desenfreada de armas no Brasil como se mães e crianças mortas por acidentes domésticos fossem menos importantes que fetos. Enquanto choram por direitos dos nascituros, ignoram o sangue de inocentes escorrendo no chão da sala de estar, como o dessa mãe assassinada por uma arma irresponsavelmente deixada ao alcance de uma criança de 2 anos na cidade de Rio Verde em Mato Grosso (MS). O governo Bolsonaro, que facilitou o acesso a armas como se fossem brinquedos, e seus parlamentares aliados – sempre prontos a defender o armamento civil como solução mágica para a violência – têm sangue nas mãos. Onde estava seu “valor à vida” quando liberaram decretos que transformaram lares em campos minados? Enquanto isso, a indústria das armas lucra, o discurso do cidadão de bem se revela uma farsa sangrenta, e famílias pagam o preço com suas vidas ceifadas. Defender arma não é defender a vida. É alimentar a carnificina.
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