Repensar a jornada de trabalho tem sido um debate crescente ao redor do mundo. Em vários países, o modelo tradicional de trabalho está sendo questionado, e alternativas como a semana de quatro dias ganham espaço. Uma empresa no País de Gales experimentou essa flexibilidade e colheu resultados surpreendentes: maior produtividade e funcionários mais engajados.
A Lumen, uma pequena consultoria de SEO em Cardiff, testou a semana de quatro dias e teve resultados positivos. Mas o CEO, Aled Nelmes, foi além e implementou um modelo ainda mais flexível: 32 horas semanais, distribuídas da forma que o colaborador preferir — pode ser ao longo dos sete dias, ou conforme a conveniência de cada um.
No fim, os funcionários não mudaram drasticamente sua rotina, apenas ajustaram os horários para incluir atividades pessoais, como esportes, consultas médicas ou compromissos com os filhos, compensando esse tempo em outros momentos da semana.
Há dois anos, a Lumen adotou a semana de quatro dias, e os resultados superaram todas as expectativas: a rotatividade caiu para zero, a produtividade aumentou e os colaboradores relataram estar mais descansados e motivados. Segundo Nelmes, “nosso time está mais feliz, com melhor saúde e mais produtivo”. E agora, com a nova flexibilidade, a tendência é avançar ainda mais.
Fim da escala 6×1 no Brasil: avanço travado no Congresso
No Brasil, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa o fim da escala 6×1 ainda não avançou na Câmara dos Deputados. Protocolada há mais de dois meses, a medida enfrenta lentidão na tramitação, sem criação de comissão especial e com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda sem emitir parecer.
Segundo levantamento da Nexus, 65% dos brasileiros apoiam a redução da carga horária de trabalho, percentual que chega a 76% entre os mais jovens. A pauta ganha força após pressão popular nas ruas e nas redes sociais, mas ainda depende de movimentação política para sair do papel.