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Jornalistas palestinos têm tenda bombardeada após reunião com FENAJ

Jornalistas têm tenda bombardeada – Foto: Fenaj

Na manhã desta quinta-feira (25), jornalistas palestinos em Gaza participaram de um encontro online com a direção da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e cerca de 50 profissionais de mídia brasileiros. Pouco mais de meia hora após a reunião, a tenda de onde parte do grupo falou foi bombardeada por forças israelenses, segundo informou o presidente do Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS), Naser Abu Baker, ao embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben.

No local funcionava o Centro de Solidariedade de Jornalistas em Gaza, onde estavam ao menos 20 profissionais. Alguns deles haviam dado depoimentos durante a conversa, promovida pela FENAJ em parceria com a Embaixada da Palestina. De acordo com informações repassadas à entidade, os jornalistas conseguiram escapar.

Durante o encontro, os participantes relataram deslocamentos frequentes por conta de bombardeios, destruição de casas e perseguições. Samir Khalifa afirmou que já mudou de local 18 vezes em 23 meses de ataques. Fidaa Asaliya disse que foi deslocada 10 vezes e Tahseen al Astal, sete.

Segundo o PJS, desde o início do conflito foram registrados:

  • 302 jornalistas mortos, sendo 252 em Gaza e 50 na Cisjordânia (34 mulheres);
  • mais de 400 feridos;
  • mais de 200 presos;
  • 270 expulsos da Faixa de Gaza;
  • cerca de 600 familiares de jornalistas mortos;
  • 647 casas de jornalistas destruídas;
  • 1.600 jornalistas deslocados;
  • 120 sedes de veículos de imprensa bombardeadas;
  • mais de 2 mil agressões contra jornalistas palestinos em Jerusalém e na Cisjordânia;
  • 3.400 jornalistas estrangeiros proibidos de entrar em Gaza, incluindo 720 norte-americanos.

Em sua intervenção, o presidente do sindicato, Naser Abu Baker, afirmou que jornalistas palestinos são alvos diretos. “O estado de ocupação quer matar os jornalistas porque querem assassinar a verdade, porque eles não querem que ninguém saiba sobre essa limpeza étnica perpetrada na Faixa de Gaza”, disse.

Fidaa Asaliya relatou que os profissionais “estão pagando o preço de transmitir a verdade ao mundo com a própria vida”. Mustafa al Bayed, correspondente do canal ART (Rússia), disse que a qualquer momento a tenda usada pelo grupo poderia ser bombardeada, mesmo identificada como imprensa.

A presidenta da FENAJ, Samira de Castro, afirmou que a reunião teve como objetivo dar visibilidade às condições enfrentadas pelos jornalistas palestinos. Ela informou que a federação pediu à Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) a convocação de um dia de mobilização mundial com paralisação de uma hora em protesto e memória dos profissionais mortos.

Participaram do encontro: Naser Abu Baker (presidente do PJS), Tahseen al Astal (vice-presidente do PJS em Gaza), Mohammd al Sayyad (Al Arabiya Alhadath), Ghaida Mohammad (TV Palestina), Raed Lafi (jornalista em Gaza), Ola Kassab (jornalista em Gaza), Samir Khalifa (jornalista em Gaza), Fidaa Asaliya (jornalista em Gaza), Mustafa al Bayed (correspondente do canal ART, Rússia) e Moneeb Saada (Agência Palestina 24).

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