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Donald Trump anuncia tarifa de 100% sobre produtos da China e abala mercados globais

EUA trava nova guerra comercial contra China – Imagem: Reprodução/NeoFeed

O presidente Donald Trump anunciou uma nova tarifa de 100% sobre produtos chineses, além dos 30% já em vigor, numa decisão que reacende a guerra comercial entre Estados Unidos e China. O anúncio foi feito na tarde de sexta-feira (10) por meio da plataforma Truth Social, com promessa de que a medida entrará em vigor até 1º de novembro. “Os Estados Unidos da América imporão uma tarifa de 100% à China, além de qualquer tarifa que eles estejam pagando atualmente”, escreveu Trump. O republicano também afirmou que vai “impor controles de exportação sobre todo e qualquer software crítico”.

A escalada ocorre após meses de relativa trégua comercial e estaria relacionada ao recente aumento dos controles chineses sobre exportações de terras raras, insumos essenciais para a produção de eletrônicos e chips. O movimento de Pequim levou Trump a cancelar uma reunião marcada com o presidente chinês, Xi Jinping, prevista para o fim do mês na Coreia do Sul. A reação dos mercados foi imediata: o Dow Jones caiu 1,9%, o S&P 500 recuou 2,7% e o Nasdaq, mais sensível ao setor tecnológico, despencou 3,5%. Investidores temem um novo colapso comercial semelhante ao da primavera passada, quando tarifas chegaram a 145%.

Apesar de Trump frequentemente suavizar suas ameaças, a tensão preocupa empresários e consumidores. Estados Unidos e China continuam altamente dependentes um do outro — os americanos importam centenas de bilhões de dólares em mercadorias chinesas, enquanto a China é um dos principais destinos das exportações norte-americanas. O republicano chegou a conceder isenções parciais a produtos eletrónicos após as tarifas anteriores prejudicarem a economia dos EUA, mas o novo anúncio sinaliza uma possível mudança de rumo e um endurecimento das relações bilaterais.

A nova ofensiva ocorre num contexto de crescente desconfiança mútua. Trump tem acusado a China de violar acordos comerciais e restringir exportações estratégicas, enquanto Pequim responde com medidas equivalentes. A disputa pode se intensificar nas próximas semanas, já que a Suprema Corte americana analisará um caso que pode limitar o poder do presidente de impor tarifas unilaterais. Xi Jinping, por outro lado, não enfrenta barreiras semelhantes em seu país. Especialistas alertam que uma escalada dessa magnitude pode abalar o comércio global e provocar uma nova onda de instabilidade econômica.

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