Com base restrita a Irecê, Luizinho Sobral se filia ao PSDB e reacende dúvidas sobre viabilidade eleitoral
O ex-prefeito de Irecê, Luizinho Sobral, oficializou sua filiação ao PSDB com um cenário político considerado limitado. Hoje, sua base eleitoral segue praticamente concentrada no município de Irecê, sem demonstração concreta de força ou articulação em outras regiões da Bahia, o que já levanta, nos bastidores, dúvidas sobre a capacidade de sustentar uma candidatura até o fim.
Mesmo com a intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026, o histórico recente pesa contra. Desde que perdeu a reeleição em 2016, Luizinho acumula derrotas sucessivas. Tentou mandato de deputado em 2018, voltou à disputa municipal em 2020 e, em 2022, buscou uma vaga na Câmara Federal, sem sucesso em nenhuma dessas investidas.
Nos bastidores, a avaliação é direta. Sem expansão de base e com capital político concentrado em Irecê, a projeção de votos gira entre seis e oito mil no município, número considerado insuficiente diante da exigência de capilaridade regional em disputas proporcionais. Fora desse núcleo, não há, até o momento, registros de apoios expressivos ou alianças estruturadas.
A escolha pelo PSDB também chamou atenção. Havia expectativa de filiação ao Republicanos, especialmente após aproximações com o senador Ângelo Coronel. A mudança de partido na reta final da janela reforçou a leitura de indefinição política e falta de alinhamento estratégico.
Outro ponto que pesa na análise é o comportamento recente em campanhas. Em 2024, Luizinho iniciou a disputa pela prefeitura de Irecê, mas recuou no meio do processo e declarou apoio a Figueiredo Amorim, que acabou derrotado por Murilo Franca. O episódio ainda repercute nos bastidores como sinal de instabilidade política.
Apesar do discurso de pré-candidatura a deputado estadual, fontes próximas indicam que o ex-prefeito também avalia, mais uma vez, mudar de rota e disputar vaga federal, o que reforça o ambiente de incerteza.
Diante desse conjunto de fatores, a leitura predominante entre interlocutores políticos é de que, sem ampliar sua base para além de Irecê e sem articulação regional consistente, a tendência é de uma candidatura com baixa competitividade e possibilidade real de não se sustentar até o fim do processo eleitoral.