Um trabalhador identificado como Paulo Ferreira Vieira, de 36 anos, morreu após ser soterrado em uma pedreira localizada no povoado de Riacho da Torta, na zona rural de Ituaçu. O acidente aconteceu na manhã da última quinta-feira (14), durante atividades de extração mineral. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima estava sozinha no momento em que houve um deslizamento de pedras e terra dentro da área de exploração. Paulo ficou preso sob blocos rochosos de grandes dimensões em uma plataforma de aproximadamente cinco metros de altura.
As primeiras informações apontam que o acidente ocorreu durante a perfuração de um paredão de pedras, quando parte da estrutura cedeu e atingiu o trabalhador. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 9h30 e iniciou uma operação complexa de resgate no local. Para garantir a segurança da equipe e possibilitar o acesso à área atingida, foram utilizadas duas retroescavadeiras para estabilizar o terreno e remover parte dos escombros. Após horas de trabalho, o corpo da vítima foi retirado pelos bombeiros militares apenas no final da tarde, por volta das 17h.
De acordo com declarações do prefeito Phelipe Brito (PSD) enviadas a TV Sudoeste, a pedreira operava de forma irregular. A gestão municipal afirmou que o empreendimento não possuía toda a documentação exigida para funcionamento e informou que o espaço havia sido interditado desde o dia 6 de maio por falta de licença ambiental. Ainda segundo a prefeitura, órgãos municipais já haviam notificado a empresa anteriormente sobre a necessidade de regularização da atividade de extração mineral, considerada de risco ambiental e operacional quando realizada sem as autorizações exigidas.
A empresa Alabama Mining Stones, responsável pela pedreira, contestou a versão apresentada pela administração municipal. Em nota, a mineradora afirmou que atua dentro da legalidade, com todas as licenças necessárias, e negou que tenha ocorrido qualquer interdição no local. A companhia também informou que está colaborando com as investigações e prestando assistência à família do trabalhador. A empresa não detalhou quantos funcionários atuavam na pedreira nem esclareceu quais protocolos de segurança eram adotados na área no momento do acidente.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil e por órgãos de fiscalização trabalhista e ambiental, que irão apurar as circunstâncias do desmoronamento, as condições de trabalho no local e a situação legal da empresa responsável pela exploração mineral.