A agenda do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, realizada nesta quinta-feira (14), em Guanambi, repercutiu nas redes sociais após imagens mostrarem baixa participação popular no encontro político. O episódio levantou questionamentos sobre a capacidade de mobilização do pré-candidato ao Governo da Bahia no interior do estado, especialmente em uma cidade considerada estratégica para a oposição. Além do público reduzido, o evento também chamou atenção pela ausência de prefeitos da região. Dos gestores municipais convidados, apenas três compareceram: o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP); o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL); e o prefeito de Macaúbas, Aloísio Miguel Rebonato, conhecido como Aloísio 15 (MDB).
Nos bastidores, aliados do União Brasil teriam recorrido a lideranças de outras cidades para reforçar a presença política no evento e minimizar o impacto negativo da baixa adesão. Mesmo com o apoio do deputado federal Arthur Maia, um dos principais nomes do partido na região, a atividade evidenciou dificuldades de articulação do grupo fora dos grandes centros urbanos. Analistas políticos avaliam que a pré-campanha de ACM Neto enfrenta desafios para ampliar bases municipais e consolidar alianças estratégicas no interior baiano, considerado decisivo nas disputas estaduais. A situação reacendeu comparações com o cenário das eleições de 2022, quando o atual governador Jerônimo Rodrigues ampliou presença em cidades do interior e fortaleceu alianças regionais, enquanto ACM Neto encontrou dificuldades para manter apoio político fora da capital.
Entre os fatores apontados para o desgaste recente está a repercussão de declarações atribuídas ao ex-prefeito sobre o peso político dos gestores municipais nas eleições estaduais. A frase “prefeitos não representam nada” gerou insatisfação entre lideranças locais e teria contribuído para o distanciamento de prefeitos, tradicionalmente considerados peças-chave nas articulações eleitorais na Bahia.