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STF deflagra operação contra perito da PF suspeito de vazamentos no caso Master

Por Cleber Lourenço

O Supremo Tribunal Federal (STF) deflagrou nesta terça-feira (19) uma operação policial para investigar vazamentos de informações sigilosas relacionadas à Operação Compliance Zero, que apura o esquema envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

O alvo da operação é o perito criminal federal João Cláudio Nabas. A suspeita é que ele tenha sido responsável pelo vazamento de conversas entre Daniel Vorcaro e ministros do STF, além da divulgação de dados fiscais da esposa do ministro Alexandre de Moraes, revelados em dezembro do ano passado.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça após representação da Polícia Federal. Em nota, o STF afirmou que autorizou “a deflagração de operação policial destinada a apurar eventual crime de violação de sigilo funcional praticado no âmbito da Operação Compliance Zero”.

O tribunal informou ainda que estão sendo cumpridos “dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão”, incluindo a suspensão do exercício da função pública do policial federal investigado.

Segundo a nota, o investigado, “na condição de perito criminal federal”, teria repassado “a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Operação Compliance Zero”.

De acordo com as informações obtidas pela reportagem, a suspeita da Polícia Federal é que os vazamentos tenham ocorrido ainda durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025. O perito atuava justamente na análise técnica dos aparelhos e materiais apreendidos pela investigação.

Entre os materiais associados ao vazamento estão conversas entre Daniel Vorcaro e ministros do STF, além de dados fiscais ligados à esposa de Alexandre de Moraes.

O STF também ressaltou na nota que a investigação “destina-se à apuração da conduta de agente público que, em tese, teria violado o dever funcional de resguardar informações sigilosas”.

Na nota, o STF afirmou que “as medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa”, acrescentando que permanecem preservadas “a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte”.

O tribunal afirmou ainda que as diligências possuem “natureza específica e instrumental, voltada à preservação da investigação, à prevenção de eventual reiteração delitiva e à colheita de elementos probatórios ainda pendentes”.

A investigação sobre os vazamentos ocorre paralelamente ao avanço das apurações centrais da Operação Compliance Zero, que envolve suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligadas ao Banco Master.

O tribunal também afirmou que as diligências autorizadas possuem “natureza específica e instrumental, voltada à preservação da investigação, à prevenção de eventual reiteração delitiva e à colheita de elementos probatórios ainda pendentes”.

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