O xadrez político para as eleições de 2026 começa a ganhar novos contornos no cenário nacional. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), passou a figurar nos bastidores como uma das principais alternativas para compor uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL).
A movimentação ganhou força após a resistência da senadora Tereza Cristina (PP) em aceitar o convite para a vaga de vice, abrindo espaço para a avaliação de novos nomes dentro do grupo bolsonarista. Nesse contexto, Bruno Reis surge como uma opção estratégica, especialmente por representar o Nordeste, região onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve ampla vantagem nas eleições de 2022.
Aliados de Flávio avaliam que a experiência administrativa do prefeito à frente da capital baiana, somada à sua ligação política com ACM Neto (UB), fortalece sua projeção nacional e pode ampliar a competitividade de uma eventual chapa. Outro ponto considerado é o calendário eleitoral, já que Bruno Reis deverá deixar o comando da prefeitura nos próximos anos, o que facilitaria sua participação em uma disputa majoritária.
Apesar do avanço do nome do prefeito de Salvador, o grupo político de Flávio Bolsonaro ainda mantém outras alternativas em análise. Entre elas estão o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a deputada federal Roberta Roma (PL), esposa do ex-ministro da Cidadania João Roma. Nos bastidores, a definição do vice é tratada como peça-chave para ampliar alianças e reduzir resistências, mantendo o cenário ainda indefinido e marcado por intensas articulações políticas.