O senador Angelo Coronel (PSD) garantiu que não se aborreceu com as declarações dos petistas Jaques Wagner e Rui Costa, que confirmaram a intenção de concorrer ao Senado nas eleições do ano que vem, formando assim uma chapa puro-sangue do PT, encabeçada ainda pelo governador Jerônimo Rodrigues.
“Não fiquei zangado com Wagner e Rui um milímetro. É cada um buscando seu espaço”, afirmou o parlamentar durante participação no programa Se Liga Bocão, da Rádio Baiana FM (89,3 FM), nesta terça-feira (27).
“Confesso que em nenhum momento detectei eles sacramentando que seriam os candidatos oficiais da chapa governista. Eles têm todo o direito. O PT tem o direito de indicar qualquer jogador como também o PSD tem o direito, como outros partidos também. Eu tenho um direito constitucional de pleitear a reeleição e vou pleitear a reeleição pelo PSD, mas não quer dizer que também tenham outros partidos para disputar a reeleição”, acrescentou Coronel.
Apesar disso, Coronel garantiu que vai viabilizar sua candidatura para chegar forte no pleito do ano que vem. “Vou buscar o reforço da minha candidatura à reeleição com o povo baiano. Tenho o apoio do nosso partido, de vários prefeitos Bahia afora. Sempre digo que tem que tirar político da reeleição é a urna. Ninguém tem o direito de excluir ninguém por pressão”, cravou o senador.
Durante a entrevista conduzida pelo apresentador Zé Eduardo, Coronel reafirmou que não aceitaria a vaga de vice, reforçando que não tem “vocação” para o cargo e defendeu a permanência de Geraldo Júnior (MDB).
“Minha aptidão é continuar sendo senador, não tenho nenhuma vocação para vice, reconheço que é um cargo importante, mas como eu defendo o direito a reeleição, o cargo tem que permanecer com Geraldo Júnior, não mudar, já que ele tem direito à reeleição, assim como Jerônimo, como Wagner e Coronel também tem. O que não pode é o direito valer para uns e não valer para outros”.
Por fim, o senador negou que esteja articulando a sua ida para a oposição, caso seja rifado da chapa e rechaçou qualquer tipo de conversa com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil)
“Sou homem de partido e meu partido está na base, mas se por acaso não quiserem a gente, aí paciência. Nós temos que buscar viabilizar nossas candidaturas”, pontuou.