Segundo dados do Índice de Progresso Social (IPS Brasil), divulgados nesta quarta-feira (20), Salvador ficou entre as capitais brasileiras com os piores indicadores de qualidade de vida em 2026. A capital baiana apareceu na 24ª posição entre as 27 capitais avaliadas, com pontuação de 62,18, abaixo da média nacional, que foi de 63,40. No ranking geral, Salvador ficou à frente apenas de Maceió (AL) com 61,96, Macapá (AP) com 59,65 e Porto Velho (RO) com 58,59.
O levantamento avalia aspectos ligados ao bem-estar da população, como acesso à saúde, educação, moradia, segurança e oportunidades. Em Salvador, o pior resultado foi registrado no eixo de necessidades humanas básicas, que reúne indicadores relacionados à alimentação, saneamento, atendimento médico, habitação e segurança pessoal. O cenário também reflete o impacto do alto custo de vida na capital. Dados do Índice FipeZAP apontaram que Salvador teve, em 2025, a maior valorização no preço médio de imóveis residenciais entre as capitais brasileiras. Ao mesmo tempo, o último Censo do IBGE mostrou que 42,7% dos moradores vivem em comunidades e áreas de ocupação precária, evidenciando os desafios sociais enfrentados pela cidade.
O IPS Brasil utiliza 57 indicadores divididos em três áreas principais: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. O levantamento avalia os 5.570 municípios brasileiros e é produzido por instituições nacionais e internacionais ligadas ao desenvolvimento social e econômico. Entre as capitais com melhor desempenho no ranking de 2026 aparecem Curitiba (PR) com 71,29, Brasília (DF) com 70,23, São Paulo (SP) com 70,64, Campo Grande (MS) com 69,77 e Belo Horizonte (MG) com 69,66.