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Cidades baianas gastam milhões com cachê mesmo em estado de emergência

Transparentômetro registra adesão de 55 municípios – Foto UPB

Dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos, criado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), apontam que três cidades baianas gastaram mais de R$ 5 milhões na contratação de artistas para o São João, mesmo com estado de emergência decretado por conta da estiagem. Os municípios em questão são: Senhor do Bonfim, Quijingue e Tucano.

Ainda de acordo com os dados, essas cidades estão entre as 15 que mais gastaram com os festejos juninos. Senhor do Bonfim investiu R$ 5,33 milhões, seguido por Quijingue com R$ 5,25 milhões e Tucano com R$ 4,29 milhões.

Vale ressaltar que, apesar de não estarem proibidos de realizar os festejos, a Norma Técnica Conjunta nº 001/2025, assinada pelo MP-BA, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pelos Tribunais de Contas dos Municípios (TCM), veda a utilização de recursos estaduais ou federais destinados ao enfrentamento de calamidades públicas para a realização de festas. Os municípios também são obrigados a apresentar um estudo técnico com o impacto orçamentário.

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O decreto de estiagem de Senhor do Bonfim tem validade até o dia 7 de julho. Em Quijingue, o decreto vai até 30 de setembro e, em Tucano, até 25 de outubro.

Outras 108 cidades baianas também decretaram situação de emergência, seja por estiagem ou pelas fortes chuvas. Dessas, apenas 10 cancelaram as festas de São João: América Dourada, Caturama, Itambé, João Dourado, Lapão, Malhada de Pedras, Morro do Chapéu, Pedro Alexandre, Simões Filho e Várzea da Roça.

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