
Como Bruno Reis quer ser lembrado pela história?
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) preferiu negar a realidade a ouvir o clamor popular. Vaiado durante o cortejo do 2 de Julho, data que simboliza a luta por liberdade, reagiu com arrogância típica do coronelismo político: desviou a responsabilidade, atribuindo os protestos a terceiros, enquanto professores municipais há dois meses reivindicam direitos básicos. Sua postura revela um governante desconectado, que desdenha da insatisfação legítima da categoria. Sua negação não apagou os gritos de “Pague os professores!”. A greve persiste justamente porque a prefeitura, mesmo com o reajuste aprovado, falha em garantir o piso salarial. Se o 2 de Julho celebra a resistência baiana, Bruno Reis, neste segundo mandato, parece empenhado em representar justamente o oposto: o poder que se fecha em gabinetes e despreza as ruas. Que tipo de história Bruno Reis quer ser lembrado. A de um líder que recebe críticas e elogios com uma seriedade elegante, que praticou outrora no seu primeiro mandato ou quer fazer parte das linhas coronelistas deixadas pelo velho Antônio Carlos Magalhães? Figura está que para geração dos meus filhos em diante, já é uma figura desconhecida.
Jerônimo e a maturidade política que faltou ao prefeito
Enquanto alguns políticos optaram por negar protestos, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) mostrou amadurecimento ao reconhecer as vaias durante o cortejo do Dois de Julho como parte da dinâmica democrática. Com tranquilidade, lembrou que a data, por seu caráter histórico e simbólico, naturalmente se torna palco de disputas políticas sem transformar o momento em crise. Sua avaliação de que o evento ainda não reflete o cenário eleitoral de 2026 revela uma postura equilibrada, que evita alarmismos e respeita o ritmo da opinião pública. Uma lição de que liderança se faz com diálogo, não com negação.
Vaias remuneradas
As vaias dirigidas ao governador Jerônimo, ao presidente Lula e ao prefeito Bruno Reis, durante o cortejo do 2 de Julho, foram praticadas em sua maioria por torcida organizada de ambos os lados, “supostamente” a mando de vocês sabem quem. É aquela irritante frase “é do jogo”. Num dia histórico de celebração, o que acabou viralizando foram os registros das ofensas. Ponto para os gabinete dos ódios. Ou, repetindo, “é do jogo”.
No Brasil do futuro, 3.421 escolas ainda sem luz
Enquanto o mundo desfruta de carros autônomos e elétricos, James Webb descobrindo possível vida fora da terra, no Brasil que lança a TV 3.0, o Censo Escolar de 2022 apontou que 3.421 escolas públicas não tinha energia elétrica. O projeto “Luz na Escola”, aprovado pela Câmara nesta semana, é uma vergonhosa confissão deste fracasso: em pleno 2025, crianças na Amazônia estudam no escuro, sem acesso ao básico que Thomas Edison garantiu à humanidade no século XIX. A desconexão entre o discurso tecnológico e a realidade educacional escancara a hipocrisia de um país que se gaba de sediar startups bilionárias, mas convive com escolas que parecem ilhas do século passado. Se navios no Ártico transmitem dados via satélite, por que salas de aula na floresta não têm um fio de cobre? O PL 4574/24 chega tarde, mas revela algo pior: a naturalização do atraso como política de Estado. Enquanto isso, gerações são condenadas a um apartheid energético que alimenta o ciclo da desigualdade.
Siga nosso Canal no WhatsApp para mais notícias da Bahia, do Brasil e do mundo
Motta e Alcolumbre, os generais do Congresso contra o povo
Enquanto milhões de brasileiros lutam contra o custo de vida, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), lideram um Congresso que opera como um exército de elite a serviço dos mais ricos. Suas pautas privilegiam o andar de cima, bancos, bets e bilionários, enquanto jogam nas costas do trabalhador a conta do ajuste fiscal. A classe média e os pobres, já esmagados por impostos e inflação, seguem financiando os luxos da Faria Lima, enquanto Motta e Alcolumbre blindam os privilégios de quem nunca precisou escolher entre comida e conta de luz. Seus mandatos são marcados por orçamentos secretos, benesses fiscais para o topo e reformas que só aprofundam desigualdades. Não são líderes, mas guardiões de um sistema que transforma o Estado em refém do 1%. Enquanto isso, o povo, como os 300 de Leônidas, resiste, só que, desta vez, a batalha não é contra persas, mas contra os próprios representantes que deveriam defendê-lo.
Hugo Motta o Judas do povo
O “ilustríssimo” deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), aquele que chegou à presidência da Câmara com o apoio do governo Lula e, num “passe de mágica” (conversa pra boi dormir), virou as costas para o povo. Enquanto o povo brasileiro se vira nos 30 pra pagar a conta de luz mais cara do mundo, nosso querido Hugo está lá, firme e forte, protegendo os super-ricos de terem que pagar um centavo a mais em impostos. Quantas moedas custou esse beijo no rosto do crucificado povo? Taxar grandes fortunas não pode. Seria perseguição, uma afronta à sagrada riqueza dos 0,1% mais ricos do país. Mas a conta de luz do trabalhador, essa pode subir sem dó. Afinal, alguém tem que bancar os lucros recordes não é mesmo? Meu povo, agora parem de reclamar e voltem ao trabalho. A conta de luz vai chegar e se não pagar será cortada.
Colbert Martins: o ‘Salvador’ de Salvador?
Parece que o prefeito Bruno Reis resolveu dar um toque especial na sua gestão em Salvador: contratar ninguém menos que Colbert Martins, o ex-prefeito de Feira de Santana que saiu de lá com aprovação popular comparável a um filme de terror sem final feliz. Enquanto em Feira até o seu próprio aliado, José Ronaldo, fugia dele na eleição como o diabo foge da cruz, em Salvador ele ganha um cargo especial. Será que Bruno Reis descobriu algum dom oculto de Colbert? Uma fonte ouvida por está coluna, ligada ao prefeitura de Salvador, disse, “meus amigos de Feira estão se perguntando como “aquele desastre administrativo” acabou premiado com nova função em Salvador? Mas, ei, quem somos nós para questionar? Certamente Bruno Reis vê algo que o resto da Bahia ainda não conseguiu enxergar. Se não for irritá-lo, com a palavra, o prefeito Bruno Reis.
Na gestão pública solução nunca é tão eficaz quanto a criação do problema
Enquanto o aposentado identifica sozinho um desconto indevido em sua aposentadoria praticados desde 2020. O INSS leva mais de um mês para sequer responder – e ainda assim, quando faz, só com um genérico “em análise”. Uma empresa se São Paulo vinha retirando sem autorização, R$ 88 reais todos os meses dos vencimentos do aposentado. O cidadão, com recursos limitados, conseguiu detectar o roubo em seu salário. O governo federal, com toda sua estrutura, ainda dorme no ponto. A lentidão não é acaso, mas método: um sistema que cria problemas e depois os trata como “prioridade”, na fila do descaso. Enquanto isso, o trabalhador paga o preço, com dinheiro e paciência. Tomara que a pressão do bom velhinho esteja boa.
Quando o interesse público vira moeda de troca nas mãos podres do Centrão
O Centrão, sempre ávido por novas pilhagens, agora mira Banco do Brasil e Correios não para melhorá-los, mas para sucateá-los e entregá-los a sanguessugas do mercado. É o mesmo roteiro de sempre: criam-se crises artificiais, amplificam-se prejuízos e, então, grita-se que “o Estado não pode bancar”. Conveniente, não? Enquanto países como França têm 15 mil estatais sem crise, aqui a ganância disfarçada de “eficiência” quer vender o patrimônio público a preço de banana. Refinaria da Bahia virou símbolo do fracasso: privatizada, só fez o combustível encarecer. O gasoduto de Cubatão, vendido por Bolsonaro e agora alugado por três vezes o valor da venda, prova que a privatização no Brasil é máquina de saque. O governo Lula não pode cair nessa armadilha. Estatal não é cassino para especuladores. O povo já sabe: onde o Centrão põe a mão, o prejuízo é nosso, e o lucro, deles. Chega de negociata com o patrimônio público.
A Confraria do Notícias da Bahia busca através da Coluna etc&tal trazer reflexões sobre temas e acontecimentos importantes para nossa sociedade. A fofoca política nos interessa mas não é nosso principal objetivo.