Os índices futuros dos Estados Unidos operam em queda nesta segunda-feira (27), pressionados pelo impasse nas negociações envolvendo o Irã e pela nova escalada de tensões no Estreito de Ormuz, fator que impulsiona os preços do petróleo e amplia a aversão ao risco. Os agentes também se preparam para mais uma “Superquarta”, com decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil anunciadas na quarta-feira (29).
Em meio ao cenário instável, o Irã apresentou uma proposta aos EUA para reabrir a rota marítima e encerrar o conflito, ao mesmo tempo em que sugeriu o adiamento das tratativas nucleares, segundo informações do Axios com base em fontes ligadas ao governo estadunidense.
No fim de semana, o presidente Donald Trump cancelou o envio de emissários ao Paquistão para discutir um cessar-fogo, indicando que eventuais negociações poderiam ocorrer de forma remota.
Nesta segunda-feira de uma semana mais curta devido ao feriado de 1º de maio (Dia do Trabalhador), o mercado brasileiro acompanha a divulgação do relatório Focus, além de dados de juros e da dívida pública referentes a março.
No cenário corporativo, os resultados do primeiro trimestre incluem os balanços de Assaí, Gerdau e Gerdau Metalúrgica após o fechamento dos mercados.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (24) com queda de 0,33%, aos 190.745 pontos, acumulando recuo de 2,55% nas quatro sessões da semana e registrando o segundo desempenho semanal negativo consecutivo. Na mínima do dia, o índice chegou a romper o nível dos 190 mil pontos, refletindo o ambiente de incerteza no cenário externo.
No câmbio, o dólar comercial teve leve baixa de 0,10%, cotado a R$ 4,998, após voltar a superar os R$ 5 na véspera. Já a curva de juros futuros (DIs) fechou em queda, revertendo parte das altas recentes.
O pano de fundo segue dominado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.
Europa
As bolsas europeias operam mistas hoje, com os agentes também se preparando para decisões sobre juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) na quinta-feira (30). Economistas esperam que os bancos centrais mantenham inalteradas suas taxas de juros.
STOXX 600: -0,18%
DAX (Alemanha): +0,14%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,20%
CAC 40 (França): -0,06%
FTSE MIB (Itália): -0,12%
Estados Unidos
Além de acompanharem os desdobramentos das negociações em torno do conflito no Oriente Médio, os agentes também esperam pelos balanços de cinco das empresas do grupo das “Sete Magníficas” ao longo desta semana.
Na esfera macro, há expectativa de que o Federal Reserve, o banco central estadunidense, mantenha as taxas de juros inalteradas na banda entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Dow Jones Futuro: -0,18%
S&P 500 Futuro: -0,15%
Nasdaq Futuro: -0,12%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam mistas, com destaque para as ações do Japão e da Coreia do Sul que atingiram recordes de fechamento.
Shanghai SE (China), +0,16%
Nikkei (Japão): +1,38%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,20%
Nifty 50 (Índia): +0,95%
ASX 200 (Austrália): -0,23%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem após o impasse nas tentativas de retomar as negociações de paz sobre a guerra no Irã, com o Estreito de Ormuz permanecendo praticamente intransitável.
Petróleo WTI, +2,50%, a US$ 96,76 o barril
Petróleo Brent, +2,72%, a US$ 108,20 o barril
Agenda
Agenda internacional esvaziada de dados relevantes nesta segunda-feira (27).
Por aqui, no Brasil, a bandeira tarifária para os consumidores de energia elétrica no Brasil será amarela em maio, informou na sexta-feira passada a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o que trará um custo adicional às contas de luz no próximo mês. Com a nova bandeira, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, segundo a agência. Desde janeiro, a bandeira então adotada era a verde, sem cobranças adicionais, o que refletia condições favoráveis de geração.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg