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Gastos com Congresso superaram investimentos em pesquisa científica no Brasil

O funcionamento da Câmara dos Deputados e do Senado Federal consumiu cerca de R$14 bilhões em 2025, segundo dados do Orçamento da União. O valor cobre salários de parlamentares, manutenção de gabinetes, assessorias, viagens oficiais, benefícios e toda a estrutura administrativa das duas Casas legislativas. O montante chamou atenção pelo contraste com áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país, como a ciência e a pesquisa.

Enquanto o Congresso operou com um orçamento bilionário, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), principal órgão federal de incentivo à pesquisa científica no Brasil, contou com cerca de R$1,9 bilhão em recursos ao longo de 2025. Na prática, o custo anual da estrutura do Legislativo federal foi mais de sete vezes maior do que o orçamento destinado ao órgão responsável por financiar bolsas, estudos e projetos científicos em todo o país.

Além dos gastos administrativos, o Congresso Nacional também concentrou forte influência sobre o orçamento federal por meio das emendas parlamentares. Em 2025, aproximadamente R$50 bilhões foram reservados para emendas destinadas por deputados e senadores a obras, investimentos e ações em estados e municípios. Embora esses valores não façam parte do custo de manutenção do Legislativo, eles ampliam o peso político e orçamentário do Congresso dentro da máquina pública.

A diferença entre os recursos destinados ao Parlamento e os investimentos em pesquisa abre margem a discussões sobre as prioridades do orçamento brasileiro. Especialistas da área científica vêm alertando nos últimos anos para a necessidade de ampliar os investimentos em inovação e tecnologia, considerados fundamentais para o crescimento econômico, desenvolvimento industrial e avanço social do país.

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