O governo federal pretende avançar, ainda em 2026, na abertura do mercado aéreo brasileiro para novas companhias de baixo custo. A iniciativa tem como foco atrair empresas estrangeiras que já atuam em rotas internacionais para o país, mas que ainda não oferecem voos domésticos em território nacional. A expectativa é aumentar a concorrência no setor e criar alternativas de viagens com tarifas mais acessíveis.
Entre as empresas que estão em negociação com o governo estão as chilenas JetSMART e Sky Airline, conhecidas pelo modelo operacional baseado em custos reduzidos e preços mais competitivos. Atualmente, ambas mantêm conexões internacionais com o Brasil, mas dependem de mudanças regulatórias para ampliar sua atuação dentro do mercado brasileiro.
A estratégia faz parte de uma proposta de integração da aviação civil entre os países do Mercosul. A ideia é criar um ambiente mais aberto para que companhias aéreas possam operar com maior liberdade entre os países do bloco, permitindo que empresas brasileiras ampliem sua presença regional e que companhias estrangeiras tenham acesso ao mercado doméstico nacional.
Apesar do interesse antigo em atrair empresas low-cost, o Brasil ainda enfrenta obstáculos que dificultam a expansão desse modelo de negócios. Entre os principais desafios apontados pelo setor estão os elevados custos operacionais, a frequência de disputas judiciais envolvendo passageiros e as exigências regulatórias relacionadas a atrasos e cancelamentos de voos, fatores que impactam diretamente a rentabilidade das operações.
Segundo a previsão do Ministério de Portos e Aeroportos, os principais pontos do acordo devem ser definidos até setembro. Após essa etapa, o texto ainda precisará passar por regulamentação antes de entrar em vigor. A expectativa é que a medida contribua para aumentar a oferta de voos, estimular a concorrência e ampliar as opções de deslocamento para passageiros em diferentes regiões do país.