O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) falou nesta segunda-feira (25) em defesa do vereador Hamilton Assis (PSOL), alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara Municipal de Salvador. Assis é acusado de liderar a ocupação do Centro de Cultura da Câmara, no dia 22 de maio. O vereador afirma que a ação não configurou crime, corrupção ou quebra de decoro e classificou a tentativa de cassação como perseguição política.
Hilton destacou a manifestação de partidos de esquerda contra o processo. “Hoje vários partidos de esquerda já se colocaram como PT, PCdoB, PCB, enfim um conjunto de partidos vem se pronunciando em relação a esse absurdo que quer se estabelecer na Câmara de Vereadores que é a possibilidade de cassação do mandato do professor Hamilton Assis”, afirmou.
O deputado também relacionou a atuação de Assis com o movimento em defesa do serviço público. “Fundamentalmente pela sua relação umbilical com o movimento em defesa do serviço público de Salvador e especialmente da educação. Foi um movimento muito significativo. Pela primeira vez, o prefeito Bruno Reis chegou ao ponto de ter dificuldade das entrevistas públicas, da situação que o nosso serviço público está passando, com desvio de recursos no campo da educação, da saúde, contrastando com uma posição da gestão de desrespeitar o piso nacional do magistério”, disse.
Hilton avaliou o processo como parte de uma tentativa de cercear manifestações críticas. “Algo que absolutamente previsível na luta política, que o direito ao contraditório, que o direito de expressar a voz dos movimentos organizados, parece ter virado uma heresia na gestão de Bruno Reis. Por isso, a sua base na Câmara de Vereadores está dando essas sinalizações da prosseguimento a esse processo de cassação, que está encontrando uma resistência muito grande”.
O parlamentar concluiu defendendo o
mandato do vereador. “Acho que o movimento segue forte e nós vamos conseguir deter essa assanha do prefeito Bruno Reis e de sua base de calar essa voz na Câmara de Vereadores. Assim como de preservar a liderança de companheiras como a companheira Eliette Paraguaçu, que está sendo também assediada naquela casa e que precisa da proteção de nós todos. Então estamos aí na luta, vamos caminhar com coragem e manter a nossa personalidade política. Nenhum passo atrás nas posições políticas do pessoal.”