Divulgação/Denilson Sucrier
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O morango do amor virou protagonista de uma das maiores febres gastronômicas recentes. Em poucas semanas, o doce se transformou em trend viral nas redes sociais, impulsionando vendas em confeitarias, doceiros independentes e plataformas de delivery por todo o país. No iFood e no Rappi, passou a ser comercializado por valores que chegam a R$ 50.
Agora, a tendência alcança um novo patamar: o confeiteiro Denilson Lima, conhecido por seus bolos para a elite paulistana, lançou sua versão do morango do amor. O preço? R$ 2.100 por uma caixa com oito unidades, revestidas por uma camada fina e crocante de caramelo e decoradas com joias feitas de açúcar isomalt. O design — inspirado nos ovos Fabergé, joias dos czares russos — é assinatura do paraibano de 27 anos. Os recheios vêm em três versões: brigadeiro de maracujá, brigadeiro cremoso de leite ninho e brigadeiro belga.
Segundo o confeiteiro, a decisão de criar sua versão foi motivada pela demanda crescente. “Era muita gente me marcando, mandando mensagem, perguntando quando sairia o ‘meu’. Nunca vi nada igual”, disse à Forbes. Nas primeiras horas após o anúncio em sua página no Instagram, mais de 400 mensagens chegaram ao ateliê. Hoje, ele afirma já ter recebido cerca de 3 mil solicitações por diferentes canais. “A produção bate o limite diário todos os dias, e mesmo assim os pedidos continuam.”
Natural da Paraíba e criado no Maranhão, Denilson começou a carreira inspirado pela avó, que vendia bolos em São Luís. Aos 19, mudou-se para São Paulo, onde abriu um ateliê que logo conquistou clientes influentes — entre eles, Camila Queiroz, Silvia Braz e Di Ferrero.
O morango do amor se soma a outras criações do confeiteiro, como os ovos Fabergé lançados na Páscoa, com valores que chegaram a R$ 15 mil. Para ele, o sucesso dessas edições está ligado à forma como seu trabalho é construído. “Hoje, mais do que ter um bom produto, é sobre saber narrar, emocionar, conectar. E eu entendi cedo esse papel. Me vejo bem posicionado nessa nova economia da criação.”