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Regime do Talibã pede ajuda internacional após terremoto matar quase mil pessoas no Afeganistão

Terremoto Afeganistão – Imagem: Reprodução/Redes sociais

 

Diante da escala da tragédia que se abateu no Afeganistão após o terremoto de magnitude 6 que vitimou mais de 800 pessoas, as autoridades talibãs fizeram um apelo urgente por ajuda internacional.

Sharafat Zaman, porta-voz do Ministério da Saúde em Cabul, declarou à agência Reuters: “Precisamos disso porque aqui muitas pessoas perderam suas vidas e casas”. O desastre sobrecarrega os já escassos recursos do regime, que enfrenta uma queda acentuada na ajuda externa desde que retornou ao poder há quatro anos. Socorristas foram enviados da capital para as regiões remotas, com helicópteros transportando vítimas enquanto moradores auxiliavam no resgate.

Este é o terceiro grande terremoto no Afeganistão desde que o Talibã reassumiu o comando do país em 2021. O evento revive o trauma de desastres recentes: em outubro de 2023, um tremor em Herat matou 1.300 pessoas, e em junho de 2022, um sismo de magnitude similar ceifou mais de 1.000 vidas. Localizado na instável cordilheira do Hindu Kush, onde as placas tectônicas indiana e eurasiática se encontram, o Afeganistão permanece altamente vulnerável a catástrofes naturais, um desafio ainda maior para um governo isolado internacionalmente.

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O tremor de terra deixou mais de 2.800 feridos. O sismo, que atingiu duas províncias montanhosas no leste do país nesta segunda-feira (1º), provocou deslizamentos de terra e destruiu aldeias inteiras. Autoridades do Ministério do Interior, controlado pelo Talibã, alertam que o número de vítimas ainda pode aumentar significativamente, à medida que as equipes de resgate buscam sobreviventes soterrados pelos escombros e pela lama.

O epicentro do terremoto foi registrado próximo à cidade de Jalalabad, capital da província de Nangarhar, perto da fronteira com o Paquistão. A província de Kunar foi a mais devastada, com 610 mortos contabilizados. O evento sísmico ocorreu a apenas oito quilômetros de profundidade, um fator que, segundo especialistas, amplifica seu poder destrutivo. A região, pobre e de difícil acesso, é composta por aldeias dispersas com estruturas de barro, altamente suscetíveis a desmoronamentos. Após o tremor principal, outros cinco abalos secundários foram sentidos a centenas de quilômetros de distância.

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