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Seis cidades da Bahia enfrentam epidemia de dengue, aponta Sesab

Mesmo com a redução de 41% nos casos prováveis de dengue em comparação com o ano passado, a Bahia segue em alerta diante do avanço das arboviroses em diferentes regiões do estado. Dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta segunda-feira (11) mostram que seis municípios já atingiram situação de epidemia, enquanto outros nove estão classificados em risco e 49 permanecem em alerta epidemiológico. Segundo o boletim da Sesab, estão em situação epidêmica os municípios de Alagoinhas, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Santa Maria da Vitória e Uauá. A classificação ocorre quando o número de casos registrados supera o limite esperado para o período, indicando transmissão acelerada da doença.

Até esta segunda-feira, a Bahia contabilizou 10.162 casos prováveis de dengue e quatro mortes confirmadas pela doença em 2026. No mesmo período do ano passado, haviam sido registrados 17.236 casos e cinco óbitos. Apesar da redução significativa, a Sesab avalia que o cenário ainda exige atenção constante por causa da circulação simultânea da dengue, chikungunya e zika em diversas cidades. Além dos municípios em epidemia, outras nove cidades estão em situação de risco: Araci, Aramari, Aratuípe, Buritirama, Casa Nova, Curaçá, Itiúba, Mucugê e Teodoro Sampaio. De acordo com a vigilância estadual, esses municípios apresentam crescimento acelerado no número de notificações e podem evoluir para cenário epidêmico caso a transmissão continue aumentando nas próximas semanas.

A preocupação das autoridades de saúde também está relacionada às condições climáticas registradas nos últimos meses. O período de chuvas intercaladas com calor intenso favorece a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor das arboviroses. Na região Sudoeste da Bahia, o cenário é considerado estável, mas segue sob monitoramento. A confirmação de um óbito por dengue em Jequié acendeu o alerta da Sesab, principalmente diante do histórico recente de alta incidência da doença em municípios da região.

Em Vitória da Conquista, o boletim epidemiológico referente à 18ª Semana Epidemiológica, entre os dias 3 e 9 de maio, aponta 650 casos notificados de dengue em 2026. Deste total, 508 são considerados casos prováveis e 20 foram confirmados. O município ainda contabiliza 142 casos descartados, 284 em investigação e 204 inconclusivos. Os dados municipais também mostram 52 notificações de chikungunya neste ano, sendo 49 casos prováveis, mas sem confirmações laboratoriais até o momento. Em relação à zika, Vitória da Conquista registrou apenas um caso confirmado em 2026. Não houve registro de mortes por arboviroses na cidade.

Entre os municípios em situação mais crítica, Alagoinhas chamou atenção após decretar situação de emergência em saúde pública no último dia 4 de maio. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município após o aumento expressivo de casos suspeitos de arboviroses. Segundo dados da prefeitura, entre 1º de janeiro e 29 de abril, o município registrou 1.374 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Nas primeiras 16 semanas do ano, foram confirmados 65 casos de dengue, 129 de chikungunya e quatro de zika.

A Sesab afirma que continuará monitorando semanalmente o avanço das arboviroses nos municípios baianos. O órgão reforça que a eliminação de focos do mosquito dentro das residências ainda é a principal estratégia para impedir o crescimento dos casos e evitar uma nova pressão sobre a rede pública de saúde nos próximos meses.

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