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“Super El Niño” pode ser o mais forte dos últimos 140 anos

O Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, ligado à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), aumentou para 82% a probabilidade de formação de um novo El Niño entre maio e julho. Até o fim do ano, a estimativa sobe para 98%, cenário que já faz especialistas classificarem o fenômeno como um possível “super El Niño”.

A nova projeção representa um avanço significativo em relação ao boletim divulgado em abril, quando a chance de formação do fenômeno era de 61% para o mesmo período. De acordo com o CPC, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial vem se intensificando rapidamente, indicando a consolidação de um evento climático mais forte nos próximos meses.

O El Niño é conhecido por alterar os padrões climáticos em diversas partes do mundo. No Brasil, os principais impactos costumam incluir temperaturas acima da média, ondas de calor mais frequentes e mudanças no regime de chuvas. Regiões do Norte e Nordeste podem enfrentar períodos de seca, enquanto áreas do Sul tendem a registrar aumento das precipitações.

Com o avanço do aquecimento das águas do Oceano Pacífico, meteorologistas já avaliam que o próximo El Niño pode alcançar níveis históricos de intensidade. Projeções internacionais indicam que o fenômeno tem potencial para se tornar um dos mais fortes já registrados desde o fim do século XIX, superando marcas observadas em eventos extremos como os de 1997 e 2015. Especialistas alertam que a combinação entre o El Niño e o atual cenário de aquecimento global pode ampliar episódios de calor extremo, seca e irregularidade nas chuvas em diferentes regiões do planeta. 

Meteorologistas também alertam para a possibilidade de eventos extremos mais intensos devido à combinação entre o El Niño e o aquecimento global. O cenário preocupa principalmente setores como agricultura, abastecimento de água e geração de energia.

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