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Uso do celular no quarto pode prejudicar sono e funções cognitivas, alerta neurologista Ivar Brandi

O neurologista Dr. Ivar Brandi, especialista em neurologia clínica, doenças degenerativas e neurorreabilitação, chamou a atenção para os impactos do uso do celular no quarto e, principalmente, antes de dormir. Ele participou, nesta sexta-feira (29), do programa De Cara com o Líder, da Baiana FM (89.3), apresentado pelo vice-governador Geraldo Júnior. 

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Segundo o médico, a exposição à luz azul das telas atua diretamente sobre a mácula, região sensível do olho, e inibe a liberação da melatonina, hormônio responsável pela indução ao sono. “Quando a pessoa liga o celular na cama, é como se acendesse um holofote diante dos olhos. Essa luz desperta o organismo justamente no momento em que ele deveria estar se preparando para descansar”, explicou.

Além da questão física da luz, Dr. Ivar destacou os efeitos do conteúdo consumido nas redes sociais durante a noite: “Muitas vezes são notícias alarmantes, superficiais ou carregadas de estímulos visuais e sonoros. Isso mantém o cérebro em estado de alerta, aumenta a ansiedade e prejudica a qualidade do sono”.

O neurologista alertou ainda que o consumo excessivo de conteúdos rápidos e superficiais pode comprometer a capacidade de atenção e memória: “Quando nos acostumamos a consumir apenas informações breves e com muito estímulo sensorial, o cérebro passa a ter dificuldade de manter atenção em tarefas mais reflexivas, como a leitura. Isso pode gerar prejuízos cognitivos, emocionais e até pequenas lesões cerebrais, já comprovadas em estudos com crianças, adolescentes e adultos expostos em excesso às telas”, alertou.

Ele lembrou que o uso inadequado da tecnologia pode estar relacionado a problemas como vício em redes sociais, apostas eletrônicas, pornografia, além de bullying e cyberbullying em crianças e adolescentes. Apesar dos riscos, Dr. Ivar não demoniza as redes: “Elas têm valor positivo, como vimos na pandemia, permitindo socialização e acesso à informação. Mas precisam ser usadas com cautela. E, sobretudo, não são espaços para crianças. Rede social deve ser um ambiente para adultos, que saibam utilizá-la com responsabilidade e ética”, completou.

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